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Incêndio de Monchique: Marcelo agradece aos operacionais e propõe comissão permanente
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, acompanhado pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, durante a visita esta manhã a Monchique

Incêndio de Monchique: Marcelo agradece aos operacionais e propõe comissão permanente

Foto: Lusa
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, acompanhado pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, durante a visita esta manhã a Monchique
Portugal 2 min. 11.08.2018

Incêndio de Monchique: Marcelo agradece aos operacionais e propõe comissão permanente

Em visita às zonas afetadas do incêndio de Monchique, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, agradeceu a “dedicação” dos operacionais que combateram o fogo que lavrou a zona durante uma semana e propôs a criação de uma comissão independente permanente de avaliação e planeamento de combate.

“Todos os portugueses acompanharam de perto ou de longe estes dias mais difíceis nas vossas vidas e pela minha boca vos agradecem aquilo que foi uma dedicação, se possível, mais exigente, mais complexa, mais difícil, mais extenuante, que foi a dos últimos dez dias”, disse o Presidente da República dirigindo-se aos operacionais presentes no posto de comando da Proteção Civil de Monchique.

“Não esquecemos o vosso papel, mas, como sabemos, estamos ainda longe de ter terminado esta época de verão”, lembrou Marcelo Rebelo de Sousa, sublinhando a “gratidão” dos portugueses por haver “quem esteja disponível” para colocar a sua vida em risco, “durante uma vida”, ao serviço da população.

À chegada ao posto de comando, o Presidente da República foi recebido pelo presidente da Câmara Municipal de Monchique, Rui André, pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e por responsáveis das organizações de socorro presentes no local, entre outros.

À saída do briefing e perante as queixas relacionadas com as operações de combate, Marcelo Rebelo de Sousa propôs a criação de uma “comissão independente permanente”, sob alçada da Assembleia da República, para fazer a avaliação da época de incêndios e “ajudar” o Governo, o próprio chefe de Estado e instituições.

“[Esta comissão] ajuda o Governo, ajuda o Presidente da República e ajuda todas as instituições”, afirmou.

Segundo o chefe de Estado, a comissão deveria registar cada ocorrência, pontos de ignição e analisar a eficácia das medidas preventivas.

O Presidente da República ainda sugeriu que a comissão técnica independente responsável pelos dois relatórios dos grandes incêndios de junho e de outubro do ano passado, fosse a mesma.

“Já se percebeu que o grau de exigência dos portugueses é muito alto. Já se percebeu que as alterações climáticas são cada vez mais complexas. Já se percebeu que o que sucede levanta problemas cada vez mais complexos. Vamos fazendo o balanço e aprendendo a lição ano após ano”, acrescentou, já em declarações aos jornalistas.

Marcelo Rebelo de Sousa recusou comentar as declarações do Governo, mas salientou que não podem existir "triunfalismos" por não haver mortes a registar. De recordar que o  ministro da Administração Interna afirmou, na sexta-feira, que a  “a grande vitória” da operação de combate ao incêndio de Monchique é a inexistência de vítimas mortais.

O incêndio rural, combatido por mais de mil operacionais e considerado dominado na sexta-feira de manhã, deflagrou no dia 03 à tarde, em Monchique, e atingiu também os concelhos de Silves, Portimão e de Odemira.

De acordo com o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais, as chamas consumiram cerca de 27 mil hectares e há 41 feridos, um deles em estado grave.

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