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Imunidade contra a covid-19 aumentou em Portugal
Portugal 2 min. 18.05.2021 Do nosso arquivo online

Imunidade contra a covid-19 aumentou em Portugal

Imunidade contra a covid-19 aumentou em Portugal

Foto: AFP
Portugal 2 min. 18.05.2021 Do nosso arquivo online

Imunidade contra a covid-19 aumentou em Portugal

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
O crescimento da incidência da doença, ocorrido desde outubro de 2020, foi o fator que mais contribuiu para esse aumento, aponta o relatório mais recente do Instituto Ricardo Jorge.

A imunidade contra a covid-19 aumentou em Portugal. Uma subida que se deve, sobretudo, ao crescimento da incidência do vírus SARS-Cov-2, observado desde outubro de 2020, apontam os resultados finais da segunda fase do Inquérito Serológico do Instituto Ricardo Jorge (INSA), divulgados esta segunda-feira.

Segundo os dados preliminares já anteriormente revelados pelo instituto, a imunidade entre a população nacional é de 15,5%. Com as regiões Norte (16,6%), Centro (15,7%), Lisboa e Vale do Tejo (16,5%) e Alentejo (15,9%) a serem aquelas onde se observaram as maiores prevalências.

No caso do Norte e de Lisboa e Vale do Tejo a percentagem é maior que a da média nacional, facto a que não será alheio serem estas as regiões que habitualmente registam os maiores números de casos positivos. Até ontem, segundo os dados atualizados da Direção-Geral da Saúde, o Norte tinha um total de 338.401 infetados acumulados, desde o início da pandemia, e Lisboa e Vale do Tejo de 318.123. Ao todo, as duas regiões contribuíram com 656.524 casos para o total de 842.381 infetados registados desde que a covid-19 atingiu o país.

Em contrapartida, os resultados da segunda fase do estudo, mostram que no Algarve e nas ilhas a imunidade é menor, ficando a cerca de metade da média nacional: Algarve (7,7 %), Madeira (6,2 %) e Açores (5,8 %).

 O Instituto Ricardo Jorge alerta também para o facto de o grupo etário dos 70 aos 79  anos ser aquele onde se encontraram as menores prevalências de anticorpos específicos contra o SARS-Cov-2, entre a população residente, com apenas 8,9% a apresentarem imunidade contra o vírus. 

"O maior número de pessoas suscetíveis nestes grupos, contribui para que possam ter um maior risco de infeção, sendo por isso grupos aos quais deve ser prestada especial atenção na implementação do Plano de Vacinação", aconselha o relatório.  

A atenção também dever redobrada em relação a regiões "menos afetadas pela epidemia e por isso com menores níveis de seroprevalência adquirida na sequência de uma infeção anterior", salienta o documento, numa altura em que algumas delas, como o Algarve e a Madeira, começam a receber a primeira vaga de turistas do estrangeiro.

O relatório destaca ainda a maior fiabilidade das percentagens desta segunda fase do relatório, por comparação com a primeira.

Face ao primeiro estudo, realizado de maio a julho, neste segundo verificou-se uma diferença menor entre a seroprevalência estimada e a incidência real da covid-19, o que, segundo o Instituto Ricardo Jorge, indica um aumento da capacidade de diagnóstico e rastreio no país e consequente decréscimo da fração de infeções não detetadas.


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