Escolha as suas informações

Hells Angels. Dezassete arguidos saem em liberdade com várias proibições
Portugal 2 min. 24.05.2019

Hells Angels. Dezassete arguidos saem em liberdade com várias proibições

Hells Angels. Dezassete arguidos saem em liberdade com várias proibições

Foto: Claude Piscitelli
Portugal 2 min. 24.05.2019

Hells Angels. Dezassete arguidos saem em liberdade com várias proibições

Grupo existe em Portugal desde 2002 e, desde então, tem sido monitorizado pela polícia.

Os 17 elementos do grupo Hells Angels detidos pela Polícia Judiciária na terça-feira. dia 21 de maio, saíram todos em liberdade, após o primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa, disseram à agência Lusa advogados ligados ao processo.

Segundo Martins Leitão e José Carlos Cardoso, os arguidos ficam sujeitos às medidas de coação de apresentações mensais às autoridades, e de proibição de contactar entre si e com outros elementos ligados aos Hells Angels. Ficam ainda proibidos de contactar com os ofendidos, de participarem em concentrações 'motards', de marcarem presença em espaços habitualmente frequentados por motociclistas e, igualmente, impedidos de se ausentarem do país.

Outra fonte judicial explicou à Lusa que o Ministério Público não promoveu a aplicação da medida de coação de prisão preventiva a nenhum destes 17 arguidos, que começaram a ser presentes à juíza de instrução criminal Maria Antónia Andrade no dia 22 de maio. 

Outros dois detidos que se encontravam no estrangeiro e que se entregaram na quarta-feira às autoridades, foram também ouvidos pelo TIC. No total, o processo já conta com 87 arguidos.

A Polícia Judiciária (PJ) deteve na terça-feira, 21 de maio, 17 pessoas em vários pontos do país do grupo Hells Angels, por suspeitas de associação criminosa e outros crimes. No mesmo dia, a PJ adiantou que todos eram homens com idades entre os 29 e os 52 anos e que a operação realizada integra o mesmo inquérito à ordem do qual se encontram, em prisão preventiva, 41 arguidos desde julho de 2018.

As autoridades realizaram ainda dezenas de buscas domiciliárias e não domiciliárias e cumpriram mandados de detenção, numa operação que envolveu 150 operacionais de várias unidades da PJ.

Em março do ano passado, cerca de 20 'motards' do grupo Hells Angels invadiram um restaurante no Prior Velho, concelho de Loures, distrito de Lisboa, para atacar o grupo 'Red&Gold', criado pelo radical de extrema-direita Mário Machado. Os dois grupos rivais entraram em confrontos dentro do estabelecimento comercial, com facas, paus, barras de ferro e outros objetos. Este episódio de violência levou a PJ a deter os primeiros 58 elementos dos Hells Angels em Portugal (a que se somou um outro na Alemanha).

Os suspeitos estão indiciados, na sua generalidade, da prática de associação criminosa, homicídio qualificado na forma tentada, roubo, ofensas à integridade física graves, ofensas à integridade física qualificada, detenção de armas proibidas e tráfico de droga.

Em janeiro, o Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa invocou a especial complexidade do processo para poder ter mais seis meses (até 18 de julho) para deduzir a acusação, dilatando assim o prazo da prisão preventiva. O grupo Hells Angels existe em Portugal desde 2002 e, desde então, tem sido monitorizado pela polícia.

Bruno Amaral de Carvalho 


Notícias relacionadas

Hells Angels: Ministério Público português acusa 89 arguidos
O Ministério Público acusou 89 arguidos do denominado processo “hells Angels” por associação criminosa, tentativa de homicídio qualificado, ofensa à integridade física, extorsão, roubo, tráfico de droga e detenção de armas e munições entre outros crimes.