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Haver uma queda que seja nos hospitais "é mau", diz secretária de Estado da Saúde
Portugal 2 min. 05.09.2019

Haver uma queda que seja nos hospitais "é mau", diz secretária de Estado da Saúde

Haver uma queda que seja nos hospitais "é mau", diz secretária de Estado da Saúde

Portugal 2 min. 05.09.2019

Haver uma queda que seja nos hospitais "é mau", diz secretária de Estado da Saúde

Os hospitais portugueses registaram nos últimos dois anos uma média anual de oito mil quedas de doentes.

A secretária de Estado da Saúde assumiu esta quarta-feira que haver “um incidente adverso, nomeadamente uma queda que seja” numa unidade de saúde é “mau”, lembrando, contudo, a redução do número de casos.

À margem da sessão “Compromisso para a Humanização Hospitalar", em Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, Raquel Duarte disse que o Governo não quer que hajam incidentes em nenhuma unidade hospitalar do país, daí a existência de um plano nacional para a segurança do doente.

“Primeiro, nós não queremos nenhum incidente adverso em nenhuma unidade de saúde, que fique claro, por isso, para mim sete mil quedas, oito mil quedas é mau, qualquer caso de incidente adverso é mau”, vincou.

Os hospitais portugueses registaram nos últimos dois anos uma média anual de oito mil quedas de doentes, segundo dados da Direção-geral da Saúde que apontam para uma redução dos números relativamente a 2016. 

A Entidade Reguladora da Saúde divulgou na terça-feira pelo menos quatro deliberações sobre quedas em instituições do SNS. Um dos casos foi de um doente com cancro em fase avançada que acabou por morrer dois dias depois de ter caído no Hospital de Loures onde fraturou a coluna. 

Em declarações à agência Lusa, o diretor dos serviços de qualidade da Direção-geral da Saúde (DGS) indicou que as estimativas mundiais da Organização Mundial da Saúde apontam para que um em cada 10 doentes internados sofram incidentes adversos – como quedas, por exemplo -, sendo que cerca de metade desses incidentes poderia ser evitado.

Raquel Duarte lembrou que esta não é uma “nova preocupação” é uma preocupação que já existe e que se verte no plano nacional para a segurança.

O plano, explicou, prevê que hajam nos hospitais comissões de qualidade e segurança que definam medidas para que os incidentes não ocorram, elogiando a “transparência” com que funcionam porque só graças a essa é que os números são hoje conhecidos.

“Existe, nesta altura, a possibilidade de termos conhecimento das quedas, os casos são notificados e conseguimos ter o diagnóstico certo do que se passa a nível nacional e, assim, definir melhor as estratégias”, reforçou.

Reafirmando que haver uma queda que seja é mau, a secretária de Estado recordou, contudo, a redução deste tipo de incidentes nos hospitais.

Lusa


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