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Grande incêndio de Vila Pouca de Aguiar foi combatido com ajuda de emigrantes
Portugal 2 min. 29.07.2022
Fogos

Grande incêndio de Vila Pouca de Aguiar foi combatido com ajuda de emigrantes

Reboredo, Vila Pouca de Aguiar, Portugal, 28 de julho de 2022
Fogos

Grande incêndio de Vila Pouca de Aguiar foi combatido com ajuda de emigrantes

Reboredo, Vila Pouca de Aguiar, Portugal, 28 de julho de 2022
Foto: LUSA
Portugal 2 min. 29.07.2022
Fogos

Grande incêndio de Vila Pouca de Aguiar foi combatido com ajuda de emigrantes

Lusa
Lusa
“A sorte desta aldeia [Reboredo] é estar muito emigrante aqui, se não estava desgraçada", contou Domingos Gregório a uma reportagem da Lusa.

Emigrantes de férias na aldeia de Reboredo uniram-se a outros populares e muniram-se de giestas, sachos ou foices para ajudar a combater o incêndio que desde quarta-feira lavra em Vila Pouca de Aguiar e que só hoje deverá ficar completamente dominado.

O emigrante Hermínio Alves chegou a Reboredo na semana passada e este foi já o segundo fogo que ajudou a combater neste concelho do distrito de Vila Real, relatando, por isso, “dias difíceis”.


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Uma vez que as previsões meteorológicas apontam para um "quadro normal de verão".

“No incêndio do outro lado andei toda a noite. Éramos 12 pessoas daqui da aldeia a combatermos o fogo sozinhos e, agora, vem o segundo para limpar o resto que ficou”, afirmou à agência Lusa o emigrante que na mão carregava “um batedor” feito por si e que já estava "todo queimado”.

O incêndio “do outro lado” foi o de Murça, que deflagrou no dia 17 de julho, e depois se alastrou aos concelhos vizinhos de Vila Pouca de Aguiar e de Valpaços. Na quarta-feira, um outro fogo teve início em zona pinhal de Filhagosa e Revel, avançando, ontem, para Reboredo.

Hermínio Alves estava no quintal de uma casa de um vizinho, a última do fundo da aldeia. Ao lado há mato e floresta. “Defendemos onde arde e onde podemos ser úteis”, frisou.

O fogo, contou, aproximou-se do fundo da aldeia, mas também do cimo. 

Domingos Gregório também estava ali posicionando para ajudar a combater as chamas e trazia na mão uma foice para cortar o mato. “A sorte desta aldeia é estar muito emigrante aqui, se não estava desgraçada. As pessoas juntam-se aqui para ajudar”, frisou.

Domingos Gregório disse estar assustado. “Não conseguimos dormir. Tenho 58 anos e nunca vi uma coisa destas”, contou, referindo que já contabilizava prejuízos com este incêndio, como castanheiros e pinheiros.

Também um outro emigrante que não quis dizer o nome disse “nunca” ter visto um fogo tão forte como este. Chegou no sábado e as férias estão, para já, a ser passadas no combate ao fogo.

“A gente pensa que vem para correr as festas e é para isto”, frisou, explicando que tem uma giesta para apagar as chamas. “Já a usei ali à roda de uma casa”, referiu.


Uma viatura destruída pelo fogo no rescaldo da área ardida pelo fogo na aldeia de Lagoa das Ceiras, depois da passagem das chamas do incêndio que começou em Abiul, Pombal, também uma das áreas mais afetdas pelos fogos deste mês.
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O casal de idosos residia na aldeia de Penabeice tendo morrido dentro da viatura quando tentava fugir do incêndio e após esta se ter despistado.

O comandante distrital de operações de socorro de Vila Real (CODIS) disse, esta sexta-feira, que entre 90 a 95% do perímetro do incêndio que deflagrou quarta-feira, em Vila Pouca de Aguiar, já se encontra em fase de consolidação e vigilância.

“Podemos considerar grande parte do perímetro em consolidação, salvo dois ou três pequenos reacendimentos que estão a ser trabalhados com o apoio importante dos meios aéreos e que consideramos que estão a ceder favoravelmente aos meios”, afirmou Miguel Fonseca.

O responsável acrescentou estar “com boas expectativas para o período da tarde”, até porque, apesar da subida da temperatura, o vento vai-se manter com a mesma intensidade e com a mesma direção, até cerca das 18h, o que permite “dar algum conforto no planeamento”.

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