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Governo estima que menos emigrantes passem o Natal em Portugal este ano
Portugal 3 min. 16.12.2020 Do nosso arquivo online

Governo estima que menos emigrantes passem o Natal em Portugal este ano

Governo estima que menos emigrantes passem o Natal em Portugal este ano

Foto: LUSA
Portugal 3 min. 16.12.2020 Do nosso arquivo online

Governo estima que menos emigrantes passem o Natal em Portugal este ano

Lusa
Lusa
A secretária de Estado das Comunidades Portuguesas reconhece que a pandemia, mas também a crise económica a ela associada, afastam os portugueses de um regresso à terra de origem para passar esta quadra.

A secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, acredita que Portugal terá este Natal menos emigrantes por causa das restrições e do receio de contágios, mas também devido às dificuldades económicas que muitos atravessam como consequência da pandemia.

“Virá menos gente, esta é a indicação que temos”, disse Berta Nunes em entrevista à agência Lusa, ressalvando que esta convicção não é, de todo, um conselho aos emigrantes e às comunidades portuguesas para não passarem esta quadra na terra de origem.

“A situação está pior. Há mais restrições em todos os países, muitos mais casos de infeção, muitos mais mortos, mais internamentos, mais pessoas em cuidados intensivos e todas as pessoas são atentas, ouvem as notícias, sabem que a situação está pior, apesar de, pelo menos em Portugal, já não estarmos a subir o número de casos”, referiu.

Em relação ao verão, quando menos emigrantes optaram por passar as férias em Portugal, a situação “é pior”, disse.

“A nossa expetativa é que venham menos pessoas, o que é perfeitamente compreensível dada a situação, em primeiro lugar por uma questão de proteção. Só diminuindo os contactos e as viagens não essenciais é que conseguiremos contribuir para diminuir o número de casos e isso certamente que, na altura de decidir sobre o Natal e o fim do ano, deverá levar as pessoas a viajar menos, a ter mais contenção”.


Manual de sobrevivência para quem passa o Natal em Portugal
Apesar de manter restrições, o país prepara-se para aliviar algumas medidas e não limita o número de visitantes por casa.

Berta Nunes reconhece que as pessoas querem “estar com a família”, mas, ao mesmo tempo, “sabem que é preciso protegê-la”.

A secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, médica de formação, aconselha, por isso, as pessoas para terem os mínimos contactos possíveis.

“É evidente que não estamos a dizer aos nossos emigrantes e às nossas comunidades que não venham a Portugal”, esclareceu, acrescentando: “Se vierem, estejam bem informados. Podem consultar o Portal das Comunidades [https://portaldascomunidades.mne.gov.pt/pt/], com conselhos aos viajantes que vamos atualizando sempre que é necessário, e podem contactar os consulados ou a Linha de Emergência Consular” (00351217929714 e 00351961706472).

Berta Nunes reconheceu que, nesta situação, em que as regras estão sempre a mudar, “é difícil fazer um planeamento, o que faz com que as pessoas não queriam vir nem arriscar”.

“Muitas pessoas também não querem pôr em risco os seus familiares, principalmente se forem mais idosos, que correm mais riscos de infeção pela covid-19. E há também a questão financeira que faz com que as pessoas não queriam gastar o dinheiro, que podem precisar mais adiante”.

Solidariedade nas comunidades

A governante deixa “uma mensagem de esperança” às comunidades portuguesas que “têm sido muito resilientes nestas fases todas tão difíceis”.

“Sabemos até que há muitas pessoas a passar dificuldades e é importante a solidariedade, porque o Estado sozinho nunca vai responder a todas as necessidades e a sociedade deve organizar-se e ser solidária e as nossas comunidades deram muitos exemplos de solidariedade, que saúdo. Saúdo as pessoas que se organizaram para ajudar outras com mais necessidades. É assim que deve ser, independentemente das obrigações do Estado”, prosseguiu.

Berta Nunes deposita esperança na eficácia da vacina, enquanto “instrumento que poderá controlar esta pandemia e permitir uma retoma económica”.

“Estamos reféns desta pandemia e a vacina é uma esperança”, disse, defendendo cautela até esta poder atuar, mesmo que isso signifique que muitas das aldeias portuguesas terão este Natal menos gente do que nos anos anteriores e os comerciantes desses locais mais razões para fazer contas à vida.

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