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Galega que trabalha em Portugal multada por atravessar fronteira
Portugal 15.06.2020 Do nosso arquivo online

Galega que trabalha em Portugal multada por atravessar fronteira

Galega que trabalha em Portugal multada por atravessar fronteira

Foto: La Voz de Galicia
Portugal 15.06.2020 Do nosso arquivo online

Galega que trabalha em Portugal multada por atravessar fronteira

Cecilia Puga não queria acreditar quando foi multada pelas autoridades portuguesas apesar de ter todos os papéis em ordem. Vive na Galiza e trabalha em Melgaço onde tem um cabeleireiro. Agora, diz que vai fazer queixa do SEF e da GNR.

Cecilia Puga é galega e trabalha em Portugal. Desde que começou a pandemia que faz uma verdadeira maratona de obstáculos para chegar ao seu cabeleireiro em Melgaço. Desde 4 de maio, quando soube que podia reabrir o negócio, para além dos investimentos para adaptar o espaço às regras das autoridades portuguesas, é obrigada a fazer um desvio de mais de 100 quilómetros e atravessar a ponte de Tui para chegar a Portugal. Em condições normais, teria apenas de fazer um quilómetro uma vez que vive em Arbo, do outro lado da fronteira, junto a Melgaço.

Ao Voz de Galicia, denunciou que foi ameaçada de detenção e multa por não levar consigo uma guia de circulação. Durante semanas, os elementos portugueses do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) verificaram os seus documentos e nunca teve problemas. A situação mudou a 4 de Junho, quando um guarda do SEF lhe disse que os seus documentos não serviam. "Disseram-me que eu tinha de provar que a minha empresa estava aberta para para que valessem os meus documentos de trabalhadora transfronteiriça. Retiveram-me durante cinco horas e consegui provar isso com aplicação móvel, mas a abordagem foi como se estivessemos na entre os Estados Unidos e o México", recordou ao La Voz de Galicia. 

Desde então, afirmou que não consegue dormir devido ao stress de ter de atravessar e encontrar os mesmos guardas. "Fui várias vezes ao posto da polícia em Tui [Galiza] e disseram-me que estava tudo em ordem mas quando voltei encontrei o mesmo agente que me impediu de passar e disse literalmente que, se eu tentasse atravessar de novo, seria detida".

Nesse dia, depois de os agentes terem chamado a GNR que a multaram, o medo fez com que Cecilia Puga e uma funcionária ficassem a dormir em Melgaço na casa de clientes. Agora, esta cidadã galega diz que vai denunciar os agentes do SEF e recorrer da multa. Este domingo, apesar de tudo estava feliz porque, finalmente, as autoridades iam abrir a ponte que liga Arbo a Melgaço. “Senti que tinha ganho a lotaria”.

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