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Fingidores

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Foto: Lusa
Editorial Portugal 30.11.2018

Fingidores

Paulo Pereira
Paulo Pereira
De falsas presenças a falsas moradas, passando por falsas viagens, fica por saber afinal o que há de verdadeiro numa série de deputados do Parlamento português.

Não estão lá, mas é como se estivessem. Não moram, mas é como se morassem. Não viajam, mas é como se viajassem. Os casos com suspeitas sobre deputados que forjaram presenças no Parlamento ou moradas ou viagens estão a acumular-se e descredibilizam cada vez mais a classe política – por culpa de alguns, acaba por resvalar-se para uma perigosa imagem de generalização. A tal ponto que Ferro Rodrigues, presidente da Assembleia da República (AR), convocou mesmo os líderes parlamentares para uma reunião na próxima quarta-feira onde estes assuntos vão ser discutidos.


Nem todos usam subterfúgios. Nem todos tiram partido do facto de não serem necessários comprovativos, pelo menos no caso das viagens. Muitos respeitam as regras, são exemplares no trabalho e na representação do papel que lhes é confiado. Mas é já tempo de acabar com os alçapões disfarçados nos regulamentos que abrem caminho a casos destes.


Por entre tantas notícias sobre falsificações, vale a pena perguntar o que está a fazer na AR quem recorre a estes truques. E a resposta é muito simples: é assim que (se) servem (d)o país.

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