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Europeias. Campanha eleitoral na reta final em Portugal
Portugal 2 min. 22.05.2019

Europeias. Campanha eleitoral na reta final em Portugal

Europeias. Campanha eleitoral na reta final em Portugal

Foto: Lusa
Portugal 2 min. 22.05.2019

Europeias. Campanha eleitoral na reta final em Portugal

Com as eleições europeias de domingo à porta, os partidos dão tudo para transmitir a sua mensagem na conquista do voto.

Há cinco anos, participaram apenas 33,8% dos inscritos nos cadernos eleitorais nas últimas eleições europeias. Se é certo que a escolha dos deputados ao parlamento europeu é a que menos eleitores atrai, em ano de legislativasa a ida às urnas no próximo domingo é vista como o prólogo do que pode vir a acontecer em outubro, mês de legislativas em Portugal.

Já há pelo menos um sinal positivo. De acordo com o Ministério da Administração Interna, 19.562 portugueses tinham pedido para votar antecipadamente, uma possibilidade que foi estendida pela primeira vez a todos os eleitores, sem necessidade de justificação. Nas últimas autárquicas, em outubro de 2017, houve 3.329 pedidos de voto antecipado, o que representa um aumento de 16.233, o equivalente a 488%. Apesar da grande afluência, muitos eleitores queixaram-se da dificuldade em conseguir votar. Em Lisboa, Porto e Coimbra, houve mesmo pessoas que esperaram 90 minutos nas filas para as urnas de voto. 

Na antecipação do embate que se vai dar no outono, não faltaram surpresas nos últimos dias da campanha para as europeias do próximo domingo, dia 26 de maio. Afastados da cena política, Pedro Passos Coelho e Paulo Portas apareceram para dar força às candidaturas dos seus partidos, PSD e CDS respetivamente. Num almoço de campanha do candidato pelo PSD - Paulo Rangel - na segunda-feira, em Bicesse, no concelho de Cascais, Passos Coelho voltou a criticar o governo de António Costa pelo desinvestimento na saúde e pelas cativações sob o aplauso da assistência.


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Também em Cascais, Paulo Portas voltou a subir a um palco para discursar, na terça-feira. Apesar de as eleições serem europeias, o ex-vice-primeiro-ministro imitou Passos Coelho e apontou baterias ao governo. "O país padece de um desequilíbrio excessivo a favor das esquerdas mais radicais. Nunca a prosperidade de uma nação se construiu com essas forças. É importante garantir que a moderação fique à frente da demagogia e que o senso comum prevaleça sobre as utopias", sublinhou.


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Se o CDS-PP parece aguentar o embate, a confirmarem-se as últimas sondagens, o PSD poderá vir a ter o pior resultado de sempre nestas europeias. Um estudo da Universidade Católica Portuguesa para a RTP e Público revelou que o PS é a lista que recolhe maior percentagem de intenções de voto no dia 26 de maio. A estimativa de resultados eleitorais dá 33% de votos ao PS. O PSD poderá ficar-se apenas pelos 23%. A sondagem indica ainda a possibilidade de o PAN e o Partido Aliança poderem eleger um eurodeputado cada. BE (9%), CDU (8%) e CDS-PP (8%) apresentam percentagens de voto semelhantes, com ligeira vantagem para o Bloco de Esquerda. Os três partidos poderão eleger dois deputados cada um. No total, Portugal elege 21 eurodeputados. 

Bruno Amaral de Carvalho


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