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Mais de metade dos portugueses tem excesso de peso, um quarto sofre de depressão
Portugal 2 min. 12.11.2015 Do nosso arquivo online
Estudo

Mais de metade dos portugueses tem excesso de peso, um quarto sofre de depressão

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Mais de metade dos portugueses tem excesso de peso, um quarto sofre de depressão

Foto: Arquivos LW
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Mais de metade dos portugueses tem excesso de peso, um quarto sofre de depressão

Mais de metade da população portuguesa sofre de excesso de peso, enquanto um quarto tem sintomas de depressão. Os dados foram divulgados pelo Inquérito Nacional de Saúde, que visa fazer uma radioscopia à saúde dos portugueses.

Mais de metade da população portuguesa sofre de excesso de peso, enquanto um quarto tem sintomas de depressão. Os dados foram divulgados pelo Inquérito Nacional de Saúde, que visa fazer uma radioscopia à saúde dos portugueses.

As mulheres e os reformados (36,5%) são quem mais sofre de sintomas de depressão, uma doença que em 2014 afectava um quarto da população portuguesa, segundo o Inquérito Nacional de Saúde, realizado pelo Instituto Nacional de Estatística, em colaboração com o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge.

Dos 25,4% dos portugueses que sofrem de depressão, 16,4% apresentam sintomas depressivos ligeiros, 5,8% sintomas moderados e 3,2% sintomas fortes ou muito fortes.

O estudo revela ainda que mais de metade da população portuguesa com mais de 18 anos tinha excesso de peso em 2014. No ano passado, 52,8% da população com 18 ou mais anos tinha excesso de peso (50,9% há uma década), refere o INE, sublinhando que "o aumento da obesidade foi o mais expressivo, tendo afectado principalmente as mulheres".

Por grupo etário, o estudo verificou que a obesidade atingia sobretudo a população com idades entre 45 e 74 anos (com proporções superiores à média do país), enquanto o excesso de peso de grau II era observado sobretudo na população entre 65 e 74 anos.

Outro dado observado no estudo foi o acréscimo do número de pessoas com doenças crónicas, destacando-se o aumento da percentagem de pessoas que referiram sofrer de problemas renais, que passou de 1,8% para 4,6% em dez anos.  Já um terço da população com 15 ou mais anos referiu ter dores lombares crónicas, a doença crónica referida com maior frequência pelos portugueses em 2014.

Foram também elevadas as proporções de pessoas que referiram ter hipertensão arterial (25,3%), dores cervicais ou outros problemas crónicas no pescoço e artrose (24,1% nos dois casos).

Um quarto da população automedica-se

O inquérito analisou também a automedicação dos portugueses. No ano passado, 23,9% da população com mais de 15 anos consumiu medicamentos (nas duas semanas anteriores) não prescritos por um médico.

No último trimestre de 2014, cerca de 75% dos portugueses consultaram o médico de família nos 12 meses anteriores à entrevista, com proporções entre 65,5% para os mais jovens (15 a 24 anos) e 86,6% para as pessoas com mais de 75 anos. Houve ainda 48,1 dos portugueses que recorreram a consultas com médicos especialistas, refere o INE, sublinhando que houve um aumento das visitas anuais ao dentista na última década.

No final de 2014, para 48,7% da população a última consulta no dentista tinha ocorrido há menos de 12 meses, para 31,6% há menos de 6 meses, e para 17,1% entre 6 e 12 meses.

O documento divulga também que os jovens são os mais satisfeitos com a vida, sendo que cerca de metade da população mostrava-se globalmente satisfeita ou bastante satisfeita, segundo a Escala de Satisfação com a Vida. As regiões autónomas concentram a maior proporção de pessoas satisfeitas ou bastante satisfeitas com a vida: 54,8% nos Açores e 53,4% na Madeira.


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