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Emigrantes querem "menos burocracia" e melhores serviços consulares
Portugal 3 min. 05.07.2022
Emigração

Emigrantes querem "menos burocracia" e melhores serviços consulares

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Emigrantes querem "menos burocracia" e melhores serviços consulares

Portugal 3 min. 05.07.2022
Emigração

Emigrantes querem "menos burocracia" e melhores serviços consulares

Lusa
Lusa
Os portugueses residentes no estrangeiro desejam também mais deputados pela emigração e poderem votar nos referendos de Portugal, indica um novo estudo.

Portugueses residentes no estrangeiro desejam que haja "menos burocracia e lentidão administrativa" e melhores serviços consulares, revelou hoje o resultado de um inquérito português aos emigrantes.

Os emigrantes inquiridos vincam ter o mesmo valor e merecer o mesmo respeito que os portugueses que vivem em Portugal, referindo muitas vezes o atendimento consular desrespeitoso, como exemplo contrário a isso.   

Portugal deve ter "maior eficácia nos postos consulares" e "maior presença e proximidade consular", no estrangeiro, revela o relatório deste inquérito, promovido pela Sedes - Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, inquérito, em que os participantes expressaram também a necessidade de ser criado um "provedor do emigrante".  

Mais deputados pela emigração

Sobre a representação política de quem reside fora do país natal, os emigrantes desejam que haja mais deputados pela emigração.

De acordo com o relatório, 60% dos inquiridos considera que deveria haver um aumento do número de deputados do círculo da emigração no parlamento português, contra 6% que não manifesta interesse numa maior representação das Comunidades Portuguesas na Assembleia da República e 30% que vê essa possibilidade com um interesse moderado.

Segundo a mesma fonte, 90% dos 300 emigrantes ou filhos de emigrantes inquiridos, é a favor da diáspora portuguesa poder votar nos referendos.

O Inquérito mostra ainda que 85% entende que os parlamentares eleitos pelo círculo da emigração deveriam ser oriundos do próprio círculo eleitoral, por terem um melhor conhecimento "daquele espaço político, das comunidades, das suas dinâmicas e necessidades", bem como para "sentirem na pele" o que é necessário melhorar na legislação, adianta-se no relatório do inquérito.

Alguns mencionaram até a necessidade de abrir essa possibilidade a candidatos independentes e da sociedade civil, e não exclusivamente aos partidos.

Melhor informação

Mais e melhor comunicação e informação, maior proximidade e uma ligação mais forte e formal com as comunidades portuguesas são alguns dos aspetos que os emigrantes inquiridos consideraram como essenciais para se reforçar a sua ligação a Portugal.

Mas também referem como outros aspetos importantes a existência de políticas de promoção de ensino da língua e história portuguesas, de melhores meios de comunicação social dedicados às comunidades, o reforço dos laços com os lusodescendentes.

O voto de quem está longe

Este inquérito, que se insere no âmbito das atividades desenvolvidas pelo Observatório das Comunidades Portuguesas, abrangeu 300 portugueses residentes no estrangeiro, 60% dos quais com idades compreendidas entre os 40 e 65 anos e 26% entre os 26 e os 40 anos.

Quanto ao período de emigração dos inquiridos, 40,5% são oriundos da nova vaga de emigração e 18% emigraram nos anos 1960/1970. Já 11,3% dos inquiridos são lusodescendentes.

Dos resultados do inquérito ressalta ainda que 75% dos emigrantes ou lusodescendentes inquiridos vota nas eleições presidenciais, 76% vota nas legislativas e 62% nas europeias.

Mas só 25% vota nas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas e metade (50%) até desconhece a missão daquele órgão representativo dos interesses dos portugueses residentes no estrangeiro junto do Governo português.

A coordenadora do inquérito, Christine de Oliveira, disse, em maio, à agência Lusa que este iria permitir “trazer um saber mais científico e menos empírico a questões que se colocam há vários anos”.

Segundo o relatório do Observatório da Emigração, apresentado em 2021, e de acordo com estatísticas das Nações Unidas, em 2019 existiam cerca de 2,6 milhões de portugueses emigrados.

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Mélissa da Silva nasceu em Paris, filha de portugueses de Viana do Castelo, há 28 anos. É licenciada em Marketing e Relações Públicas e está a trabalhar na área do marketing. Prefere não expor aspetos da sua vida pessoal. Defende a sua convicção de que é possível fazer muito mais pela comunidade portuguesa no estrangeiro. Para Mélissa da Silva, o fato de ser ela própria filha de emigrantes, e sempre ter vivido entre França e Portugal, dá-lhe uma perspetiva sobre viver no estrangeiro que os outros candidatos não terão. Por falta de disponibilidade para uma conversa telefónica, a candidata do CDS às eleições legislativas do próximo dia 6 de Outubro preferiu dar entrevista por email. Daí as suas respostas serem muito mais sucintas que as dos outros entrevistados, fato a que o Contacto é alheio.