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Emigrantes portugueses vão poder inscrever-se para receber ofertas de emprego em Portugal
Portugal 2 min. 02.05.2019 Do nosso arquivo online

Emigrantes portugueses vão poder inscrever-se para receber ofertas de emprego em Portugal

Emigrantes portugueses vão poder inscrever-se para receber ofertas de emprego em Portugal

Foto: Lusa
Portugal 2 min. 02.05.2019 Do nosso arquivo online

Emigrantes portugueses vão poder inscrever-se para receber ofertas de emprego em Portugal

Os portugueses no estrangeiro vão poder consultar ofertas de trabalho e candidatar-se a estas pela internet, através do site do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), uma medida que entra em vigor esta sexta-feira.

A partir de sexta-feira, dia 3 de maio, os portugueses no estrangeiro vão poder candidatar-se a ofertas de trabalho em Portugal, através do site do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). A novidade foi avançada hoje à RDP Internacional por Miguel Cabrita, secretário de Estado do Emprego.

De acordo com o secretário de Estado, atualmente há 17 mil vagas disponíveis no portal do IEFP. A partir de amanhã, os imigrantes vão poder "registar-se no site e candidatar-se", bastando para isso ter Cartão de Cidadão, anunciou o secretário de Estado do Emprego. A medida faz parte do programa Regressar, aprovado pelo Governo, que inclui vários incentivos para estimular o regresso de emigrantes. 

O ministro da Economia já tinha anunciado no Parlamento que pretendia publicitar no estrangeiro ofertas de trabalho em Portugal, considerando que a falta de mão-de-obra é dos principais problemas das empresas. "A falta de mão-de-obra é a principal preocupação dos empresários em todas as regiões e em quase todos os setores”, afirmou Siza Vieira na audição na comissão de Economia, dia 24 de abril, acrescentando que para colmatar essas falhas o Governo estava a trabalhar para captar mais trabalhadores lá fora. “A ideia é fazer chegar as ofertas de emprego ao exterior”, disse então o ministro à Lusa.

Já anteriormente nesta audição, o ministro Adjunto e da Economia tinha referido que uma das queixas mais frequentes dos empresários portugueses é a dificuldade em encontrar recursos humanos com as qualificações de que necessitam, o que levou o deputado do Bloco de Esquerda Heitor de Sousa a observar que essas queixas surgem porque os mais qualificados não aceitam trabalhar com os salários que esses empresários lhes oferecem.

Siza Vieira considerou que a recuperação dos salários que se tem observado nos últimos anos não é ainda suficiente e que é necessário fazer mais para reter e atrair recursos humanos. “Se há seis ou sete anos os portugueses partiam porque não tinham emprego, hoje continuam a partir, embora muito menos, porque não encontram condições de trabalho e salários adequados às suas qualificações e justas aspirações”, referiu Pedro Siza Vieira na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas.

Segundo o governante, o salário médio “começa finalmente a recuperar, mas não é ainda o suficiente”, sendo necessário fazer um esforço maior no apoio ao crescimento da produtividade e da inovação, de forma a criar condições que aumentem os salários. “Ou conseguimos encontrar uma forma de o nosso tecido empresarial tratar adequadamente os nossos recursos humanos, designadamente ao nível remuneratório, ou então vamos confrontar-nos com a indisponibilidade de recursos humanos”, precisou.

Pedro Siza Vieira salientou que, para o Governo, é claro que o modelo de desenvolvimento não pode passar pela desvalorização do fator trabalho. E apontou o caso do Vale do Ave, onde as empresas que enfrentam algumas dificuldades são as que apostam em baixos salários e que estão a ver os seus negócios “escapar-se para outros países”.

(Contacto / Lusa)


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