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Eleições: Líderes partidários já votaram e apelam a que portugueses não se abstenham
Portugal 5 5 min. 04.10.2015

Eleições: Líderes partidários já votaram e apelam a que portugueses não se abstenham

Portugal 5 5 min. 04.10.2015

Eleições: Líderes partidários já votaram e apelam a que portugueses não se abstenham

Os líderes dos principais partidos portugueses já votaram esta manhã nas eleições legislativas e apelaram a que os portugueses não se abstenham. Mais de 9,6 milhões de eleitores recenseados no território nacional e no estrangeiro são hoje chamados às urnas para escolher a constituição da Assembleia da República na próxima legislatura, de onde sairá o novo Governo.

Os líderes dos principais partidos portugueses já votaram esta manhã nas eleições legislativas e apelaram a que os portugueses não se abstenham. Mais de 9,6 milhões de eleitores recenseados no território nacional e no estrangeiro são hoje chamados às urnas para escolher a constituição da Assembleia da República na próxima legislatura, de onde sairá o novo Governo.

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, votou hoje em Massamá, concelho de Sintra, declarando-se "muito tranquilo" e desejando que a abstenção seja contrariada, apesar do mau tempo que se faz sentir em Portugal.

"Espero que essa contrariedade não impeça as pessoas de exercerem o seu direito e dever também de votarem nestas eleições", sustentou Passos Coelho, presidente do PSD e actual primeiro-ministro.

O número um pelo círculo de Lisboa da coligação Portugal à Frente votou acompanhado da mulher, pouco depois das 9h da manhã.

O secretário-geral do Partido Socialista, António Costa, também apelou para que haja "uma grande votação" nas eleições legislativas, considerando que há muito que a participação eleitoral não era tão importante para o futuro do país.

"Hoje é o dia em que cada cidadão pode, com o seu voto, escolher o seu futuro e do país", afirmou o candidato a primeiro-ministro, à saída da Sociedade Recreativa de Fontanelas e Gouveia, no concelho de Sintra. António Costa votou, acompanhado pela mulher, Fernanda Tadeu, cerca das 11h, na mesa número 6 da União de Freguesias de São João das Lampas e Terrugem, em Fontanelas.

O ex-presidente da Câmara de Lisboa salientou que "há muito que não havia eleições em que cada voto é importante" e mostrou-se "confiante nos resultados" das eleições.

O secretário-geral comunista, que votou em Pirescôxe, nos arredores de Lisboa, acompanhado por uma das filhas, Marília, e dois netos, Rita e Rui Pedro, afirmou que trazer os descendentes é transmitir-lhes "a forma de exercer este direito de cidadania".

"Estas eleições podem determinar muito da evolução da vida política nacional", disse o líder da Coligação Democrática Unitária (CDU), que inclui ainda "Os Verdes" e cidadãos independentes, acrescentando que votar é "um direito que custou a conquistar" e assinalando a boa afluência verificada pela fila de espera à porta da assembleia de voto,  "uma situação que já não via há muito tempo, mas que pode ser só aqui um microclima".

Questionado sobre a hipótese de vir a integrar um futuro Governo, o cabeça de lista da CDU por Lisboa disse que a sua "cabeça está virada para saber qual vai ser a decisão dos portugueses", esclarecendo ir passar a tarde com a família e, talvez, com tempo para dar uma olhadela ao jogo de futebol do "seu" Benfica, caso as reuniões na sede da candidatura, o centro de trabalho Vitória, na avenida da Liberdade, o permitam.

A porta-voz do BE, Catarina Martins, apelou hoje a que "toda a gente vá votar e ninguém fique em casa" nas eleições legislativas, alegando que a "abstenção não é a melhor forma de construir soluções".

Catarina Martins votou hoje de manhã na Escola Secundária Almeida Garrett, em Vila Nova de Gaia, tendo estado cerca de 15 minutos na fila para poder exercer o seu direito, uma vez que a afluência na mesa 16 era elevada.

"Que toda a gente vá votar, que ninguém fique em casa, é muito importante que todos possam escolher", apelou, recordando que Portugal tem tido eleições com muita abstenção e que esta "não é a melhor forma de construir soluções".

Na opinião da porta-voz "o que é preciso é que as pessoas votem", esperando que as pessoas escolham porque "o dia das eleições é um dia muito importante" já que todos têm "exatamente o mesmo poder" para escolher o que é melhor para o país de acordo com a convicção de cada um.

"Eu hoje estive numa mesa de voto com tanta gente, espero que todas as mesas de voto hoje estejam assim concorridas ao longo de todo o dia porque nos momentos mais difíceis aquilo de que precisamos é a da força de todos, de cada um e de cada uma, que vá escolher, que vá decidir, com a sua convicção que construa o futuro do país", disse.

Para Catarina Martins, a "democracia é que reforça as nossas possibilidades de futuro".

O presidente do CDS-PP defendeu hoje que os portugueses podem, nestas eleições legislativas, “fazer as suas escolhas com a liberdade recuperada e em consciência”, já que a “situação muito difícil” do país, de há quatro anos, está ultrapassada.

“Há quatro anos, Portugal estava sob assistência externa e numa situação muito difícil. O que os portugueses conseguiram, pelo seu país, por Portugal, foi muito importante e hoje podem fazer as suas escolhas com a liberdade recuperada e em consciência, como entenderem”, afirmou Paulo Portas, que falava aos jornalistas após ter exercido o seu direito de voto no Centro Comunitário da Madragoa, em Lisboa.

Paulo Portas afirmou esperar “que haja uma boa participação” nestas eleições.

“Pela minha parte, a atitude que tenho bate certo com o nome desta rua, que como sabem é Rua da Esperança”, adiantou.

Paulo Portas é o segundo candidato às legislativas pelo círculo de Lisboa da coligação Portugal à Frente, que une o CDS-PP e o PSD, logo depois do presidente dos sociais-democratas, Pedro Passos Coelho.

A estas eleições concorrem 16 forças políticas, das quais três são coligações e as restantes 13 partidos.

Nas coligações contam-se a Coligação Democrática Unitária (CDU), que junta PCP e PEV, a coligação Portugal à Frente, com PSD e CDS-PP, e a coligação Agir, que alia o Movimento Alternativa Socialista (MAS) ao Partido Trabalhista Português (PTP).

Os partidos políticos são o Partido Socialista (PS), Bloco de Esquerda (BE), Livre/Tempo de Avançar, Juntos pelo Povo (JPP), Nós, Cidadãos! (NC), Portugal pro vida, Cidadania e Democracia Cristã (PPV/CDC), Partido da Terra (MPT), Partido Democrático Republicano (PDR), Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP), Partido Nacional Renovador (PNR), Partido Unitário dos Reformados Portugueses (PURP), Partido Popular Monárquico (PPM) e Pessoas-Animais-Natureza (PAN).


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