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Eduardo Cabrita vai ser investigado por homicídio negligente
Portugal 2 min. 14.01.2022
Justiça

Eduardo Cabrita vai ser investigado por homicídio negligente

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Eduardo Cabrita vai ser investigado por homicídio negligente

Foto: Lusa
Portugal 2 min. 14.01.2022
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Eduardo Cabrita vai ser investigado por homicídio negligente

Redação
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O DIAP de Évora determinou "a reabertura da investigação" no caso do processo do atropelamento mortal na A6, envolvendo a viatura do ex-ministro Eduardo Cabrita, para "apreciar a eventual responsabilidade de outras pessoas".

O Ministério Público vai reabrir o inquérito no caso do acidente mortal da A6, que envolveu o antigo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, para investigar a conduta de Eduardo Cabrita. Este deverá mesmo ser constituído arguido por suspeitas do crime de homicídio negligente por omissão, segundo avança a CNN Portugal.

A Associação dos Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M), assistente no processo, alega que os autos têm matéria suficiente para acusar criminalmente o ex-ministro e o seu motorista Nuno Dias, e o diretor do DIAP de Évora, o procurador José Carlos Franco, deu-lhes razão, por isso, ordenou formalmente que fosse reaberta a investigação.  

Além de Cabrita, de acordo com as mesmas televisões, também o "responsável pela segurança do então governante" vai ser investigado, para apurar a sua eventual responsabilidade criminal.


Uma dor maior do que a vida
Marta Azinhaga, a viúva de Nuno Santos, que perdeu a vida na A6 no passado dia 18 de Junho, atropelado pela viatura do ministro Eduardo Cabrita, ainda não saiu do pesadelo. À família ainda não foi concedido um desfecho para a morte de Nuno. Não querem culpados, querem justiça. Para que possam fazer o seu luto.

A decisão, segundo a CNN e a TVI, consta de um despacho, datado de quarta-feira, assinado pelo diretor do DIAP de Évora, baseada num requerimento apresentado pela Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados, que é assistente no processo, 

O advogado da ACA-M, Paulo Graça, disse à Lusa que se "trata de um crime de homicídio por negligência praticado de forma omissiva porque incumbia ao ministro, naquelas circunstâncias, ordenar ao motorista que adequasse a velocidade do veículo às condições da via". Mas, o ex-ministro, "manifestamente não o fez, conforme todas as testemunhas declaram no processo. Todas as testemunhas dizem que o ministro não deu nenhuma instrução sobre a velocidade", continuou.

Só que Cabrita, era "o superior hierárquico" que seguia no veículo e tinha "poderes legais para ordenar isto, sob pena de procedimento disciplinar" ao motorista "caso não fosse obedecido", sustentou o representante legal da ACA-M.

A três de dezembro de 221, o MP acusou Marco Pontes, motorista de Eduardo Cabrita, de homicídio por negligência por um acidente ocorrido a 18 de junho, em que foi atropelado mortalmente na autoestrada 6 (A6), entre Estremoz e Évora, um trabalhador que fazia a manutenção.

Nesse mesmo dia, o até então ministro da Administração Interna demitiu-se. No início de janeiro, o advogado da família do trabalhador que morreu no acidente revelou ter requerido a abertura de instrução do processo, para "conseguir a pronúncia da responsabilidade criminal" do ex-ministro.

(Com Lusa)

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