Escolha as suas informações

Drones subaquáticos encontram navio português naufragado em 1511
Réplica do galeão Flor do Mar, no museu marítimo de Malaca

Drones subaquáticos encontram navio português naufragado em 1511

Foto: Felix Andrews
Réplica do galeão Flor do Mar, no museu marítimo de Malaca
Portugal 10.04.2014

Drones subaquáticos encontram navio português naufragado em 1511

Drones subaquáticos terão encontrado o navio português Flor do Mar, que naufragou em 1511 no estreito de Malaca, contendo o tesouro roubado destinado a D. Manuel I de Portugal, noticiou o jornal malaio The Star Online.

Na altura, o navio mercante que transportava D. Afonso de Albuquerque, após este ter conquistado Malaca, à época o maior centro comercial do Oriente, naufragou com tesouro roubado, incluindo 60 toneladas de ouro do sultanato, e tornou-se num dos mais míticos e cobiçados tesouros perdidos da História.

Baseando-se em imagens captadas por drones subaquáticos, duas empresas de salvamento submarino garantem ter avistado o galeão no mar de Java, perto da cidade de Seramang, na Indonésia, referiu hoje a publicação.

Mas, o ministro-chefe de Malaca, Datuk Seri Idris Haron, disse não ter recebido nenhuma confirmação oficial da descoberta daquele que é considerado o navio mais valioso que está no fundo do mar, “mas apenas relatórios infundados, alegando que o naufrágio foi localizado”.

“Temos ouvido especulações e teorias, mas desta vez, espero que seja verdade”, disse o governante, avisando que o governo estadual irá apresentar uma reclamação do navio se os documentos sobre a descoberta forem confirmados pelo Governo indonésio.

"Gostaríamos de pedir direitos de autor dos tesouros recuperados usando canais bilaterais cordiais”, até porque “de acordo com o facto histórico, o galeão transportava tesouro roubado do reino de Malaca", afirmou Datuk Seri Idris Haron.

A conquista da rica cidade de Malaca teve apoio de D. Afonso de Albuquerque, que na altura ganhou muito dinheiro e riquezas naquela região, pelo que decidiu trazer os bens, primeiro para Goa e depois para Lisboa, para presentear a corte de D. Manuel I de Portugal, mas o desejo nunca foi satisfeito porque a nau afundou.