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Dois novos casos suspeitos de coronavírus em Portugal
Portugal 3 min. 10.02.2020 Do nosso arquivo online

Dois novos casos suspeitos de coronavírus em Portugal

Dois novos casos suspeitos de coronavírus em Portugal

AFP
Portugal 3 min. 10.02.2020 Do nosso arquivo online

Dois novos casos suspeitos de coronavírus em Portugal

A Direção-Geral da Saúde informa, esta segunda-feira, em comunicado, que foram validados mais dois casos suspeitos de infeção por novo Coronavírus (2019-nCoV) em Portugal, após avaliação clínica e epidemiológica.

Os dois novos casos suspeitos são "uma doente regressada da China", que foi encaminhada para o Hospital Curry Cabral, em Lisboa, e um doente "regressado também da China" que se encontra já no Centro Hospitalar de São João, no Porto.

Ambas as unidades são hospitais de referência para estas situações. De acordo com as orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS), os casos suspeitos, que são validados por três médicos, são encaminhados pelo INEM para três hospitais de referência: Hospital Curry Cabral e Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, e Hospital S. João, no Porto.

Os doentes ficam internados e serão realizadas colheitas de amostras biológicas para análise pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), indica a DGS, que remete novas explicações para um futuro comunicado.

Este é o quinto e o sexto caso suspeito em Portugal. Os outro quatro casos suspeitos que foram validados até à data em Portugal deram resultados negativos.

Além destes casos suspeitos, estão 20 pessoas em isolamento profilático há uma semana no Hospital Pulido Valente, em Lisboa, devido ao novo coronavírus (2019-nCov), depois de terem sido repatriadas da China.

Na sexta-feira, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, disse que as pessoas que se mantinham no Pulido Valente estavam todas bem de saúde e sem sintomas de infeção.

Deste grupo fazem parte 18 portugueses e duas brasileiras, que chegaram no passado dia 02 de fevereiro ao aeroporto militar de Figo Maduro, em Lisboa. Todos estiveram na cidade chinesa de Wuhan, capital da província de Hubei, epicentro do surto.

As autoridades chinesas elevaram hoje para 908 mortos e mais de 40 mil infetados o balanço do surto de pneumonia na China continental causado pelo novo coronovírus, depois de, no domingo, terem sido registadas no território continental chinês mais 97 mortes e detetados 3.000 novos casos de infeção, segundo dados da Comissão Nacional de Saúde da China.

O número total de mortes ascende a 910, contabilizando as duas registadas fora da China continental, uma nas Filipinas e outra em Hong Kong.

O balanço ultrapassa o da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês), que entre 2002 e 2003 causou a morte a 774 pessoas em todo o mundo, a maioria das quais na China, mas a taxa de mortalidade permanece inferior.

Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há mais de 350 casos de contágio confirmados em 25 países. Na Europa, o número chegou no domingo a 39, com duas novas infeções detetadas em Espanha no Reino Unido.

Uma missão internacional de especialistas da Organização Mundial de Saúde (OMS) partiu no domingo para a China. A OMS, que declarou em 30 de janeiro uma situação de emergência de saúde pública internacional, indicou no sábado que os casos de contágio revelados diariamente na China estão a estabilizar, mas sublinhou que era cedo para concluir que a epidemia atingiu o seu pico.

A Comissão Europeia apelou hoje a um reforço da “coordenação e cooperação” da comunidade internacional para fazer face ao novo coronavírus, considerando “crucial” a união de esforços para travar a sua propagação.

“Numa altura em que o surto do coronavírus afeta cada vez mais países, a coordenação e a cooperação devem ser a nossa principal preocupação. Este é o momento de unir esforços para travar esta epidemia. É crucial que toda a comunidade internacional se foque nos preparativos e esforços de resposta para lutar contra o coronavírus, tendo sempre em mente a solidariedade internacional”, declarou hoje Janez Lenarcic.

O comissário responsável pela Gestão de Crises falava no Centro de Coordenação de Resposta de Emergência da União Europeia, em Bruxelas, que está em permanente contacto com os Estados-membros para facilitar a entrega de equipamento pessoal de proteção à China, além das 12 toneladas já mobilizadas como resposta imediata.




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