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Desavergonhadas
Opinião Portugal 2 min. 27.05.2021

Desavergonhadas

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Foto: Pixabay
Opinião Portugal 2 min. 27.05.2021

Desavergonhadas

Nuno RAMOS DE ALMEIDA
Nuno RAMOS DE ALMEIDA
Onde se fala do esforço heróico dos agentes da ordem no combate da devassidão e de como o politicamente correcto arruina as nossas vidas.

Foram precisos quatro polícias, vestidos com as suas másculas t-shirts azul cueca, para tomarem conta da ocorrência de uma perigosa ameaça à ordem pública: duas mulheres que se beijavam no esplendor da relva no jardim do Arco do Cego em Lisboa. Já tinha havido queixas e tudo de cidadãos respeitadores da moral e bons costumes. Como é possível que as mulheres possam namorar? Que sociedade, digna deste nome, é esta que permite que as pessoas tenham a veleidade de amar? Ainda por cima mulheres, que deviam estar no recato do lar, quanto muito a espreitar à janela para saber quando vinha o esposo, para lhe cozinharem um docinho para alegrar a vida do chefe de família.

Para esposas atentas e venerandas, embora um pouco preguiçosas, que passam o fim de tarde a tentarem ver o marido a chegar, momento alto da sua existência, temos a receita ideal - “o espera maridos”, um doce que ganhou o seu nome devido à velocidade com que pode ser cozinhado, permitindo à esposa procrastinadora deixar tudo para a última, sem que falte o devido miminho.

“1. Leve ao lume o açúcar com a água e a casca de limão e deixe ferver até atingir ponto de pérola fraco. 2. Retire do lume, deixe arrefecer um pouco e depois junte as gemas previamente batidas. 3. Bata as claras em castelo bem firme e envolva-as delicadamente no preparado anterior. 4. Leve o preparado ao lume, mexendo sempre até conseguir ver o fundo do tacho. Retire, deixe arrefecer e reserve no frigorífico. Sirva bem fresco, polvilhado com canela.

Há ainda gente que se escandaliza com o comportamento das forças da ordem, em relação às nojentas beijoqueiras, e não são capazes de perceber que o problema é que houve alguém que teve a ousadia de gravar as imagens da desagradável cena com um telemóvel.

Há muito que se percebeu que só existe machismo porque as mulheres o denunciam; não haveria racismo se os negros não teimassem em se sentir discriminados, quando lhes chamam carinhosamente de “macacos”; e é preciso perceber que os trabalhadores deixaram de ser explorados no momento em que foram crismados de “colaboradores”.

Vivemos tempos tenebrosos em que as mulheres acham que se podem beijar na rua, e a ditadura do politicamente correcto impede a manutenção de dichotes da cultura popular, como a possibilidade de se dizer a uma menor que “comia-te toda” e outras frases que expressam a saudável masculinidade ejaculatória do garanhão português.

As criaturas do género feminino têm de perceber que quem está no espaço público, na cercania dos machos das redondezas, sem um dono a acompanhá-las, está a pedi-las. Se não estão disponíveis, deviam vestir de uma forma modesta e casta e sobretudo ficar ao abrigo do seu lugar: o lar.

Deus sabe que as mulheres trazem o pecado no corpo, é por isso que há muito que as redes sociais, sítios de família, não permitem a visão de mamas.  Tal como a indústria cinematográfica ensinou, não há nenhum problema com imagens violentas, mas não há nada mais perturbador para a ordem moral e os bons costumes que uma mulher nua. Se querem poucas-vergonhas assinem o OnlyFans e paguem.