Escolha as suas informações

Deputada portuguesa pede escolta para fugir aos jornalistas
Portugal 27.11.2019

Deputada portuguesa pede escolta para fugir aos jornalistas

Deputada portuguesa pede escolta para fugir aos jornalistas

Foto: LUSA
Portugal 27.11.2019

Deputada portuguesa pede escolta para fugir aos jornalistas

A deputada do Livre pediu escolta da GNR para evitar ser questionada pelos jornalistas parlamentares. O assessor queixa-se das "interrupções constantes".

Há mais uma polémica a envolver Joacine Katar Moreira. 

Depois de ter falhado o prazo para a entrega do projeto da lei sobre a nacionalidade e da tensão crescente com a direção do Livre a propósito da abstenção em relação ao voto de condenação da "nova agressão israelita a Gaza e da declaração da Administração Trump sobre os colonatos israelitas" e da saudação ao 25 de novembro, a deputada pediu a um elemento da GNR para escoltá-la até ao gabinete para fintar os jornalistas. 

A notícia foi amplamente divulgada pela SIC e pela RTP. As equipas de reportagem garantem que o gabinete do Livre pediu a um GNR para afastar os jornalistas de Joacine Katar Moreia. Os vídeos divulgados nas redes sociais confirmam. 

O assessor da deputada já reagiu. Queixou-se à Rádio Observador das "interrupções constantes" e garantiu que, se a "cultura de descanso, no sentido intelectual do termo" da deputada continuar a ser importunada vai continuar a pedir escolta policial nos corredores da Casa da Democracia porque "não haverá outra forma". 

Rafael Esteves Martins também comentou o episódio nas redes sociais em várias publicações. O assessor chegou a escrever "Larguem o osso". 

Prazos parlamentares

Entretanto, a propósito do atraso na entrega do projeto de lei da nacionalidade que chegou a ser bandeira eleitoral do partido que, pela primeira vez, entrou na Assembleia da República, o secretário da Mesa da Assembleia da República Duarte Pacheco garantiu à Agência Lusa que a deputada não foi informada das regras parlamentares. 

Duarte Pacheco, defendeu que "o desconhecimento da lei não pode ser invocado para defesa".

Acrescentou que "ela não tem assento na conferência de líderes, mas o seu 'staff' tem obrigação de conhecer o regimento e estas regras. O que estava a acontecer muitas vezes, antes de se estipular este prazo, era que os partidos entregavam iniciativas no próprio dia dos debates, ou seja, sem que os deputados tivessem tempo para as ler antes de as discutir - e aconteceu com todos os partidos". 

De acordo com a imprensa portuguesa, Joacine Katar Moreira está incontactável desde terça-feira. 



Notícias relacionadas