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Depois de Lisboa e Porto, Coimbra também cancela festejos de 'réveillon'
Portugal 06.12.2021
Covid-19

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Lusa
Lusa
Será feita “uma comemoração muito mais limitada” e o dinheiro das festividades será canalizado para os transportes municipais, afirmou o autarca da cidade.

O presidente da Câmara de Coimbra afirmou esta segunda-feira que o executivo decidiu cancelar as festividades “tradicionais” da passagem de ano, com o dinheiro a ser canalizado para os transportes municipais.

“Não há neste momento uma pressão externa sobre os HUC [Hospitais da Universidade de Coimbra], em termos de internamento, mas a imprevisibilidade da evolução da situação não nos permite avançar em segurança com as comemorações na sua forma tradicional”, disse José Manuel Silva, no início da reunião da Câmara de Coimbra.

Segundo o autarca, a decisão “é um pouco antecipada. porque hoje [segunda-feira] era a data limite para se poder desencadear todos os procedimentos legais em termos dos preparativos para que tudo corresse bem na passagem de ano”.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da Câmara de Coimbra explicou que será feita, mesmo assim, “uma comemoração muito mais limitada”.

Valor dos festejos era de 200 mil euros e irá para os transportes

“Por prudência, suspendemos as comemorações tradicionais, mas isso não quer dizer que não possa haver fogo de artifício ou algum evento em ‘streaming’ para assinalarmos a passagem do ano”, frisou José Manuel Silva, eleito pela coligação Juntos Somos Coimbra.

Simbolicamente, o dinheiro que seria gasto na passagem de ano (estava previsto investimento de cerca de 200 mil euros) será canalizado para os Serviços Municipalizados dos Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC), que vivem uma situação “grave”, referiu.

“As queixas que nos chegam são diárias. É urgente melhorar o serviço prestado pelos SMTUC e estamos a fazer isso”, frisou.

Na reunião de Câmara, a vereadora do PS Carina Gomes criticou a Câmara por “cortar na cultura para investir nos SMTUC”, considerando que o investimento nos transportes deve ser feito, “mas nunca à custa da cultura”.

Questionado pelos jornalistas, José Manuel Silva realçou que o transporte público “é prioritário”, mas que o executivo “não está a tirar dinheiro de um lado para pôr no outro”.

Segundo o município, havia, na sexta-feira, 43 autocarros parados.



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