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Debate sobre Tancos no parlamento só depois das eleições
Portugal 02.10.2019

Debate sobre Tancos no parlamento só depois das eleições

Debate sobre Tancos no parlamento só depois das eleições

Foto: Lusa
Portugal 02.10.2019

Debate sobre Tancos no parlamento só depois das eleições

A conferência de líderes parlamentares marcou hoje o debate pedido pelo PSD sobre Tancos em Comissão Permanente da Assembleia da República para a próxima quarta-feira, já depois das eleições legislativas de domingo.

Esta decisão foi anunciada na Assembleia da República aos jornalistas pelo líder parlamentar do PSD, Fernando Negrão, que protestou por este debate não ocorrer ainda durante a campanha eleitoral, atribuindo a decisão à "maioria do costume", PS, PCP, BE e PEV.

Em seguida, a deputada do PEV Heloísa Apolónia adiantou que a data de quarta-feira foi sugerida pelo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e que apenas PSD e CDS-PP se opuseram a essa data.

Por sua vez, Assunção Cristas, presidente do CDS-PP, acusou o presidente da Assembleia da República de “proteger o PS” ao ter recusado enviar, ao Ministério Público, as declarações do primeiro-ministro e do ex-ministro Azeredo Lopes a propósito de Tancos.

No final de uma manhã de campanha eleitoral para as legislativas, no Porto, Assunção Cristas voltou a atacar Ferro Rodrigues por ter "dado cobertura" ao PS no parlamento para não marcar uma comissão permanente no parlamento antes das eleições de domingo.

Mais de três anos depois de ser conhecido o caso, o Ministério Público acusou, a uma semana das eleições, 23 arguidos do furto e recuperação das armas do paiol da base militar de Tancos.

O ex-ministro da Defesa Azeredo Lopes foi acusado de abuso de poder, denegação de justiça e prevaricação no caso do desaparecimento de armas de guerra nos paióis de Tancos. Este caso foi conhecido em 29 de junho de 2017.

O Ministério Público considera que o ex-ministro da Defesa desrespeitou deveres funcionais como a isenção, imparcialidade, zelo e lealdade, considerando de “extrema gravidade” os crimes de que é acusado.

Com Lusa

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