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De visita ao arquipélago: António Costa quer aprofundar relações com Cabo Verde
Portugal 4 min. 20.01.2016

De visita ao arquipélago: António Costa quer aprofundar relações com Cabo Verde

António Costa cumprimenta o Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca

De visita ao arquipélago: António Costa quer aprofundar relações com Cabo Verde

António Costa cumprimenta o Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca
Foto: Lusa
Portugal 4 min. 20.01.2016

De visita ao arquipélago: António Costa quer aprofundar relações com Cabo Verde

O primeiro-ministro português António Costa garantiu esta terça-feira em Cabo Verde, à saída de um encontro com o Presidente da República do arquipélago, que a “excelência das relações” entre Cabo Verde e Portugal será aprofundada, independentemente do resultado das eleições no arquipélago.

O primeiro-ministro português António Costa garantiu esta terça-feira em Cabo Verde, à saída de um encontro com o Presidente da República do arquipélago, que a “excelência das relações” entre Cabo Verde e Portugal será aprofundada, independentemente do resultado das eleições no arquipélago.

O chefe do Governo português lembrou que tem sido tradição entre os dois países fortalecerem os laços de amizade, quer pela forte presença reciproca dos portugueses e dos cabo-verdianos nos dois países, mas também porque partilham uma língua comum e que têm muito a fazer na União Europeia e no espaço da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Considera que os dois países podem ainda contribuir muito para dinamizar a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), e em domínios diversos como a educação, saúde, segurança, além de novos desafios nas áreas de energias renováveis e da economia do mar.

A este propósito, António Costa lembrou que Portugal e Cabo Verde vão ter das maiores plataformas continentais do mundo, asseverando que os dois países têm nos seus mares uma riqueza enorme a explorar.

Com a visita de cortesia ao chefe de Estado cabo-verdiano Jorge Carlos Fonseca, o primeiro-ministro português disse que, assim como os encontros com o presidente da Assembleia Nacional e com o presidente em exercício da Câmara Municipal da Praia, quis mantê-los a par das propostas fundamentais para o novo plano e estratégia de cooperação.

António Costa adiantou que a sua primeira visita oficial como primeiro-ministro a Cabo Verde simboliza a “excelência das relações, pela importância da lusofonia, pela admiração e a gratidão pelo muito que a comunidade cabo-verdiana em Portugal tem dado e também pela forma de agradecer ao primeiro-ministro, José Maria Neves, pelos 15 anos de trabalho continuado com Portugal”.

Em relação à Parceria Especial entre Cabo Verde e a União Europeia salientou que, neste ano que se comemora os 20 anos da CPLP, torna-se necessário dar um passo em frente no domínio fundamental da cidadania com uma dimensão da liberdade de circulação.

António Costa nas ruas da cidade da Praia
António Costa nas ruas da cidade da Praia
Lusa

Cooperação económica e empresarial será principal eixo do PEC 2016/18 entre Cabo Verde e Portugal

O novo Programa Estratégico de Cooperação (PEC) entre Cabo Verde e Portugal, cujo memorando de entendimento foi assinado esta terça-feira, na Cidade da Praia, terá como eixo principal a cooperação económica e empresarial.

Energias renováveis e a economia azul afiguram-se como as novas áreas a serem incrementadas e o primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, sublinhou que Cabo Verde tem potencialidades para desenvolver os clusters nessas áreas.

“Queremos contar com Portugal neste processo pensando não só em Cabo Verde, mas em toda a região da África Ocidental. Estamos a falar da formação de alto nível neste domínio das energias renováveis: instalação de equipamentos, produção, manutenção, comercialização e desenvolvimento de estratégias de penetração de energias renováveis em toda a região da costa ocidental Oeste Africana CEDEAO”, disse.

O chefe do Governo cabo-verdiano falou na necessidade de trazer mais empresas portuguesas para estabelecer parcerias com empresas e cabo-verdianas, particularmente as micro, pequenas e médias empresas, para o desenvolvimento dos domínios importantes de acção económico e empresarial entre os nossos dois países.

Por seu lado, António Costa disse que Portugal tem estado a desenvolver um cluster nesta área das energias renováveis, pelo que considera que esta é um “bom exemplo” de cooperação norte-sul na produção de conhecimento e no desenvolvimento de inovação tecnológica.

“Este novo PEC vai ter um foco muito importante nesta dimensão económica e empresarial. Não só nas áreas que tem sido tradicionais e que se vão manter, mas em áreas novas em particular no que tem respeito a economia do mar e ao enorme desafio que constituem as energias renováveis”, precisou.

António Costa e o seu homólogo cabo-verdiano José Maria Neves
António Costa e o seu homólogo cabo-verdiano José Maria Neves
Foto: Lusa

António Costa sublinhou que um dos “enormes desafios” que a humanidade enfrenta é o do combater as alterações climáticas e que isso passa “necessariamente” por um “novo paradigma energético” em que as energias renováveis terão “papel fundamental”.

Não foi decidido o montante que vai ser disponibilizado para implementação desse Programa Estratégico de Cooperação para o período 2016/18.

No entanto, o primeiro-ministro português explicou que os programas têm vindo a mudar de natureza, deixando de assentarem-se exclusivamente na base de donativos para serem programas que assentam na cooperação económica e empresarial designadamente com a mobilização de linhas de crédito que têm permitido multiplicar o investimento e os recursos financeiros envolvidos.

“Portanto, eu diria que hoje mais importantes do que as quantias remetidas directamente de um Estado ao outro tem sido a capacidade de alavancar financiamentos que têm permitido realizar investimentos de uma dimensão muito superior”, frisou o governante português.


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