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Crime em Moscavide. Mãe de Beatriz Lebre reage à morte de Bruno Candé
Portugal 2 min. 26.07.2020

Crime em Moscavide. Mãe de Beatriz Lebre reage à morte de Bruno Candé

Crime em Moscavide. Mãe de Beatriz Lebre reage à morte de Bruno Candé

Foto: DR
Portugal 2 min. 26.07.2020

Crime em Moscavide. Mãe de Beatriz Lebre reage à morte de Bruno Candé

Redação
Redação
Paula Lebre perdeu a filha em maio, assassinada por um colega de mestrado.

A brutalidade da morte de Bruno Candé Marques - morto à queima-roupa com quatro tiros, este sábado em Moscavide, Loures -, alegadamente por motivações racistas, levou a mãe de Beatriz Lebre a publicar uma mensagem nas redes sociais, criticando a forma como as mortes por motivações machistas e racistas são tratadas em Portugal.


Família de homem baleado em Moscavide diz que crime foi "premeditado e racista"
Bruno Candé Marques, de 39 anos, foi morto este sábado à queima-roupa, ao início da tarde, na rua principal daquela freguesia de Loures. O jovem, que era ator da Casa Conveniente, teria sido ameaçado de morte pelo homicida, dias antes.

Na mensagem, que foi partilhada por algumas figuras públicas portuguesas, como Nuno Markl, Paula Lebre fez alusão à desculpabilização dos agressores, dirigindo-se indiretamente, àqueles que dizem que em Portugal não há racismo, nem machismo.

"Neste país, não racista e não machista, tem de se encontrar qualquer falha, qualquer imperfeição, qualquer pecado no comportamento da vítima que tenha originado o seu próprio homicídio por um agressor (...) Foi o que aconteceu com a minha filha Beatriz Lebre nas primeiras notícias, antes de a conhecerem", escreveu.


Beatriz Lebre, de 23 anos, foi morta por um colega de mestrado, Rúben Couto, 25, em maio deste ano. Natural de Elvas, a estudante de Psicologia numa universidade de Lisboa, estava desaparecida desde 22 de maio. 

 A ausência da jovem foi comunicada, na altura, à PSP pela família, que vive no Alentejo e que estranhou não conseguir contactar com a jovem. 


O namoro secreto que acabou com Rúben a assassinar Beatriz
O relato dos dias que antecederam à noite em que o estudante do ISCTE matou violentamente a jovem de Elvas e como o crime aconteceu. Especialistas acreditam que Rúben seja um psicopata. Terá matado por ciúme e porque Beatriz não lhe fez a vontade.

 A Polícia Judiciária foi chamada a investigar o caso e encontrou, na residência da jovem, um cenário compatível com homicídio, incluindo vestígios de sangue. Os indícios recolhidos foram considerados suficientes para deter um colega da vítima, Rúben, que confessou o crime.

O corpo de Beatriz foi encontrado a 29 de maio, no Tejo.

O crime terá sido cometido por ciúmes. O  suspeito, Rúben Couto, que se encontrava preso a aguardar julgamento, foi encontrado morto, a 6 de julho, na sua cela, no Estabelecimento Prisional de Lisboa.

 BE de Loures exige justiça na morte de Bruno Candé Marques  

O Bloco de Esquerda (BE) de Loures exigiu que todos os pormenores e motivações do crime sejam devidamente apurados.

“O assassinato de Bruno Candé Marques choca-nos profundamente e obriga-nos a todos, enquanto sociedade, a refletir sobre como foi possível acontecer em plena luz do dia no centro de Moscavide”, no concelho de Loures, distrito de Lisboa, avançou a concelhia do BE, citada pela agência Lusa, endereçando condolências à família e amigos.

À margem de uma conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, foi hoje questionado sobre a abertura de um inquérito sobre este crime, ao que respondeu que a Polícia de Segurança Pública (PSP) “deteve, de imediato, o alegado responsável” pelo crime de homicídio.

“As autoridades judiciárias tomarão as suas decisões relativamente a um crime que vivamente repudiamos”, afirmou Eduardo Cabrita.

No sábado, a família de Bruno Candé Marques exigiu "justiça célere e rigorosa" perante um crime que considerou "premeditado e racista".

Com Lusa

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