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Criar uma “Portugal Startup Nation”
Portugal 3 min. 19.12.2019 Do nosso arquivo online

Criar uma “Portugal Startup Nation”

Criar uma “Portugal Startup Nation”

Portugal 3 min. 19.12.2019 Do nosso arquivo online

Criar uma “Portugal Startup Nation”

Madalena QUEIRÓS
Madalena QUEIRÓS
Conselheiros da Diáspora fazem propostas para melhorar a economia portuguesa.

 Criar uma “Portugal Startup Natiom” que permita a “concentração de recursos a todos os níveis providenciando as necessárias condições para fazer do país um exemplo no suporte a criatividade, inovação e sustentabilidade” é uma das propostas do gestor Pedro Pereira da Silva para desenvolver a economia portuguesa. Depois, segundo este empresário é necessário “melhorar as condições de competitividade e o ambiente de negócios do país que permitem desenvolver todo o ecossistema de startups e de inovação”. Paralelamente, Pedro Pereira da Silva defende o “desenvolver políticas ao nível do ambiente, alterações climáticas e das energias renováveis que permitam tornar o país numa referência nesta área”. “A outra área de atuação seria promover a fixação de empresas e pessoas no interior do país de modo a que haja um maior equilíbrio ao nível do desenvolvimento do país”, acrescenta. “Julgo que se deveria também promover uma verdadeira reforma do sistema de justiça que o torne mais desburocratizado, ágil e mais eficiente”, sublinha.

Já a gestora Rita de Sousa Coutinho que defende “economias mais fortes têm um sector financeiro saudável”. Para que ele exista “também a economia tem de estar forte, então Portugal deveria resolver de uma vez por todas e o mais depressa possível os problemas do passado, o excesso de endividamento, utilizando os excedentes orçamentais para a redução da dívida pública, por exemplo”. Depois, no entender da empresária, há que “utilizar mais recursos na promoção do empreendedorismo e inovação. Portugal precisa de uma abordagem mais ambiciosa e disruptiva; precisa de se reinventar para passar a crescer a um nível mais aceitável de 4%, e não 2%, para realmente aumentar a criação de riqueza e a sua consequente distribuição. Não é, por exemplo, com a atribuição de vistos GOLD ou aquisição de imobiliário que se chega lá”, critica. Fundamental, no seu entender é “a melhoria da educação e acompanhamento da digitalização. Por exemplo, alargar os centros de excelência que temos em Portugal, melhorar o resultado medíocre de ainda estar abaixo da média da OCDE no nível de escolaridade e atrás de Países como Irlanda, Grécia ou Espanha. A mudança no mundo é constante, a uma velocidade nunca antes vista. É fundamental perceber como a tecnologia ajuda a fazer mais e melhor com menos recursos e, sobretudo entender que a aprendizagem é contínua”.

Quanto ao diagnóstico que faz do estado do país, Rita de Sousa Coutinho defende que “Portugal melhorou na saúde, na educação, no combate à pobreza, por exemplo. Mas, acredito que precisa de muito mais velocidade e de fazer mais em menos tempo. O desemprego jovem é preocupante e precisa melhorar, com formação e qualificação”. Depois “Portugal precisa de reduzir mais rapidamente a sua dívida, pois quanto maior o endividamento, maior é o impacto no PIB do País com um cenário de aumento das taxas de juro. Portugal é uma economia pequena e muito aberta. Facilmente uma crise externa afecta muito negativamente o País. Então, apesar de todo o esforço feito, Portugal deve continuar focado em reduzir a dívida e em conseguir um crescimento mais acelerado e sustentado da economia”, sublinha.

Já o gestor Pedro Pereira da Slva considera que de “uma forma geral a economia portuguesa apresenta um bom desempenho”.

“A recuperação aparenta estar mais consolidada, com o PIB a regressar aos níveis anteriores à crise. Ainda que o desemprego jovem se mantenha elevado, a taxa de desemprego em Portugal diminui substancialmente, situando-se agora abaixo dos 7 %”, acrescenta. “Julgo estarmos a passar um momento bem mais positivo comparativamente com os anos anteriores”, conclui. M.Q. 


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