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Covid-19. Portugueses já começaram a usar autotestes e a reportar os primeiros resultados
Portugal 3 min. 13.04.2021

Covid-19. Portugueses já começaram a usar autotestes e a reportar os primeiros resultados

Covid-19. Portugueses já começaram a usar autotestes e a reportar os primeiros resultados

Robert Michael/dpa
Portugal 3 min. 13.04.2021

Covid-19. Portugueses já começaram a usar autotestes e a reportar os primeiros resultados

Mais de 100 assintomáticos contactaram a saúde 24 depois de o seu autoteste ter dado positivo.

Os autotestes de rastreio à covid-19 estão à venda nas farmácias e parafarmácias portuguesas desde o início de abril e a possibilidade de cada um comprar um teste e fazer o seu próprio rastreio em casa tem ganho adeptos e pode ser uma ajuda crescente no combate à pandemia, embora também tenha desvantagens.

Portugal aprovou, com carácter excecional e temporário, os testes rápidos de antigénio para deteção do SARS-CoV-2, que não estão sujeitos a receita médica, seguindo, assim, o que já acontece em países como Itália, Áustria e Alemanha.

Desde 2 de abril, quando estes testes rápidos entraram no mercado português, mais de uma centena de pessoas sem sintomas de covid-19 comunicou ao SNS 24 o resultado de autoteste positivo, segundo dados dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) divulgados à agência Lusa, esta segunda-feira.


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“O SNS 24 registou 114 contactos de utentes assintomáticos que comunicaram resultado de autoteste positivo”, especificou a SPMS.

Estes testes não são definitivos e estão sujeitos a confirmação de um teste PCR para confirmar o resultado, segundo a explicação do organismo. “Quando os utentes transmitem um resultado inconclusivo ou positivo é emitida automaticamente uma requisição de teste laboratorial covid-19 (RT-PCR)."

De acordo com dados da ADIFA (associação de distribuidores farmacêuticos) já foram distribuídos cerca de 100 mil autotestes covid-19 às farmácias do país, no âmbito do alargamento da estratégia nacional de testes ao SARS-Cov-2.

Páscoa levou a aumento da procura

A procura destes testes estabilizou entretanto depois de um pico na altura da Páscoa.

Com preços a custar entre os 6,79 euros e os 10 euros, em vários estabelecimentos, a procura por estes testes, segundo as associações do setor, tende a estabilizar. A Associação de Farmácias de Portugal, citada pela Lusa, prevê que “aumente proporcionalmente à evolução da situação epidemiológica nacional”.


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Em Portugal, a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) autorizou a comercialização de dois autotestes em Portugal dos fabricantes “Genrui Biotech Inc” e “SD Biosensor, Inc”, que podem ser vendidos à unidade ou em conjunto de cinco e 25 testes.

Os autotestes da covid-19 só podem ser vendidos a maiores de 18 anos.

Avisos e desvantagens dos autotestes

Apesar das vantagens dos autotestes no reforço ao rastreio da covid-19, com a  deteção precoce de casos, o  Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) alerta para o risco de subnotificação de resultados.

Ainda em março o organismo ressalvou que "do ponto de vista da saúde pública, os autotestes podem oferecer vantagens quando utilizados para complementar os testes rápidos ou PCR administrados profissionalmente” e a "reduzir ainda mais a transmissão comunitária", por permitirem resultados mais rápidos.


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Mas o ECDC alerta também que “a transferência da responsabilidade de comunicar os resultados dos testes de profissionais de saúde e laboratórios para os indivíduos poderá levar a uma subnotificação, o que torna as medidas de resposta, como o rastreio dos contactos e a quarentena dos contactos ainda mais difíceis”, afetando também os indicadores atuais de medição e monitorização da evolução da pandemia.

Também a sequenciação de variantes fica mais difícil de apurar com estes testes.

“As autoridades de saúde pública que procuram implementar autotestes devem ter em conta a população que visam, bem como a prevalência da doença nessa população”, avisa o ECDC.



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