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Covid-19. Portugal vai vacinar cerca de um milhão a partir de janeiro
Portugal 4 min. 03.12.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Portugal vai vacinar cerca de um milhão a partir de janeiro

Covid-19. Portugal vai vacinar cerca de um milhão a partir de janeiro

Christoph Schmidt/dpa
Portugal 4 min. 03.12.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Portugal vai vacinar cerca de um milhão a partir de janeiro

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Se a primeira vacina for aprovada no final deste ano, o país começa a distribuí-la aos primeiros grupos prioritários já em janeiro. Na segunda fase, a vacinação deverá ser alargada a maiores de 65 anos. Portugal adquiriu 22 milhões de doses.

Portugal vai vacinar 950 mil pessoas contra a covid-19, a partir de janeiro de 2021. Esta será a primeira fase deste programa de vacinação, para o qual o país vai adquirir 22 milhões de doses, e irá centrar-se, no início, nos chamados grupos prioritários.

Os grupos prioritários são os que já tinham sido divulgados anteriormente: pessoas com mais de 50 anos, e patologias associadas - como doenças cardíacas, coronárias, insuficiência renal ou doenças respiratórias - , utentes e trabalhadores de lares, profissionais de saúde e forças armadas e forças de segurança.


Vacinas na União Europeia terão aprovação do regulador antes do fim do ano
A Agência Europeia de Medicamento concluirá a sua avaliação das vacinas da Moderna e da Pfizer no máximo até 29 de dezembro. A Comissão Europeia só precisará de três dias para dar autorização de venda.

O objetivo imediato é aliviar a pressão sobre os hospitais e os casos mais graves da doença, privilegiando-se os profissionais dos chamados trabalhos essenciais e os mais vulneráveis.

Portugal contratou, através do mecanismo europeu, a aquisição de 22 milhões de doses a seis farmacêuticas fornecedoras de vacinas contra a covid-19.

Quem vai ser vacinado e quando

Segundo Francisco Ramos, coordenador do programa de vacinação para a covid-19, em Portugal, que foi apresentado esta quinta-feira, publicamente, de entre os 950 mil cidadãos a serem vacinados na primeira fase, o grupo dos que têm mais de 50 anos e doenças associadas é o mais representativo, abarcando 400 mil pessoas.

Seguem-se os profissionais de saúde e forças armadas e de segurança (300 mil) e os dos lares (250 mil).

São estes os que serão vacinados numa primeira fase, que se estima concluída até abril. 

A segunda fase vai abarcar o dobro das pessoas e alargar as faixas etárias consideradas prioritárias.

Pessoas com mais de 65 anos passam a ser prioritárias na segunda fase

Numa segunda fase, passam a ser prioritárias para a vacinação as pessoas com mais de 65 anos e sem patologias associadas. 

Mantém-se também como prioritário o grupo de pessoas com mais de 50 anos, alargando-se o leque de comorbidades associadas. Além das doenças cardíacas, coronárias, insuficiência renal ou doenças respiratórias, também patologias como a diabetes passam a ser consideradas para a vacinação a partir daquela idade.

Nesta fase, os autoridades de saúde preveem vacinar cerca de dois milhões de pessoas (1,8 milhões de cidadãos).

Num estádio posterior, será vacinado o resto da população.

Quando e onde vai ocorrer a vacinação 

A vacinação dos portugueses contra a covid-19 vai organizar-se por fases e deverá começar a partir de janeiro, não havendo ainda um dia definido para arrancar a campanha.

"Em janeiro começará a vacinação dos portugueses", afirmou Francisco Ramos. Num cenário mais otimista, explicou, a primeira fase ocorrerá "entre janeiro e fevereiro", num cenário intermédio poderá desenrolar-se entre "janeiro e março" e, no pior dos cenários, "de janeiro a abril".


Covid-19. Vacina será grátis e facultativa em Portugal
O país vai comprar 22 milhões de doses da vacina anti-covid e as primeiras doses devem chegar em Janeiro, anunciou a ministra da Saúde.

A segunda fase deverá começar após o fim do primeiro trimestre e chegar a "bastantes mais pessoas", prevendo-se que a vacina seja ministrada a cerca de dois milhões de pessoas, nessa altura.

A distribuição das doses será feita através da cadeia do Serviço Nacional de Saúde (SNS), numa primeira fase, podendo, numa segunda, ser eventualmente "expansível", admitiu a ministra da Saúde, Marta Temido, na mesma apresentação.

A vacina, como já tinha sido anunciado de manhã, pela responsável, pretende-se que tenha um caráter universal, sendo "grátis" mas "facultativa".

Segundo adiantou o coordenador do programa, a sua distribuição será feita através dos 1200 pontos do SNS que já existem em todo o país, no âmbito do Plano Nacional de Vacinação.

No caso dos lares, unidades de cuidados continuados, forças armadas e forças de segurança, as pessoas serão vacinadas nos respetivos locais de trabalho e residência.  

A distribuição das vacinas, pelo país, terá o apoio das forças armadas.

Portugal dependente da Europa

Apesar das autoridades portuguesas já terem definido o seu plano, o primeiro-ministro, António Costa, avisou, na mesma apresentação, que a dependência de Portugal da Europa, face à aquisição das vacinas, poderá criar constrangimentos e imprevistos, levando a um atraso no processo.

O plano de vacinação português está dependente da "produção industrial", no exterior, e das aprovações da Autoridade Europeia do Medicamento (EMA). Se a primeira vacina não for aprovada a 29 de dezembro, em janeiro não haverá nenhuma vacina em Portugal, alertou.

Se tudo correr como o planeado, janeiro vai ser apenas o início de uma operação de vacinação que se vai desenvolver ao longo do ano e passará por vários desafios. 

"Há agora uma luz ao fundo do túnel, mas o túnel é ainda muito comprido e bastante penoso. Portugal irá adquirir 22 milhões de vacinas, mas essa quantidade de vacinas não chega automaticamente no primeiro dia. Vão chegando escalonadamente e gradualmente ao longo de todo o ano de 2021", declarou no final da apresentação do plano de vacinação.  

O primeiro-ministro admite que a primeira fase será "mais fácil", por haver menos doses e pessoas para vacinar, tornando-se o processo mais complexo à medida que os grupos alvo forem sendo alargados.

"É um esforço imenso que vai ser feito, mas não é menor do que o que os portugueses têm feito ao longo destes meses", sublinhou António Costa.



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