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Covid-19. Portugal regressa ao confinamento parcial em 121 concelhos
Portugal 2 min. 31.10.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Portugal regressa ao confinamento parcial em 121 concelhos

Covid-19. Portugal regressa ao confinamento parcial em 121 concelhos

LUSA
Portugal 2 min. 31.10.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Portugal regressa ao confinamento parcial em 121 concelhos

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Sete milhões de portugueses vão estar abrangidos pelas restrições por residirem nas áreas mais afetadas pela epidemia. António Costa anunciou as novas medidas restritas em vigor a partir de 4 de novembro.

As áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, as regiões do Norte, de Lisboa e Vale do Tejo, Estremoz, Amarante, Beja ou Chaves são algumas das áreas abrangidas pelo confinamento parcial que irá entrar em vigor em 121 concelhos do país a partir do próximo dia 4 de novembro. Este sábado Portugal registou 4007 novos casos de infeção e 39 mortes, e os números continuam a subir.

O primeiro-ministro António Costa anunciou esta noite de sábado ao país as novas medidas restritivas em Portugal para conter a epidemia que está numa situação muito preocupante no país e a levar os hospitais a uma situação crítica.

A fórmula escolhida para o confinamento parcial é a seguinte. Os concelhos que nos últimos 14 dias tenham tido 240 casos/dia por 100 mil habitantes ficam em confinamento parcial. A cada 15 dias a situação é revista.


Portugal. Mais 4000 infeções covid-19 e 39 mortes em dia de anúncios de restrições
O conselho de ministros está reunido neste sábado e poderá anunciar novas medidas para combater o aumento das infeções no país. Os hospitais estão a ficar cheios.

Recolhimento domiciliário

A ordem é de recolhimento domiciliário, para “ficar em casa o maior tempo possível”. As saídas permitidas são para ir trabalhar, os estudantes para ir para a escola, para ir às compras, ao médico, para ir a eventos culturais, à restauração, por exemplo. Mas, todas estas saídas têm de respeitas as regras sanitárias, de distanciamento social e uso de máscara.

António Costa explicou que o comércio e a restauração têm de se manter abertos, bem como os eventos culturais e desportivos têm de continuar, para sobreviver. Mas todos têm de cumprir as medidas sanitárias de modo a prevenir a propagação do vírus.

Os estabelecimentos comerciais fecham às 22h30 assim como os restaurantes, em que os grupos são limitados a grupos de seis pessoas. Os eventos e celebrações limitados a cinco pessoas, salvo se forem do mesmo agregado familiar, as feiras e mercados de levante estão proibidos.

Novembro vai ser "duro"

 “O mês de novembro vai ser muito duro e exigente”, assumiu o primeiro-ministro.

Quanto ao confinamento temporário nos primeiros 15 dias de dezembro António Costa confirmou pensado nesta possibilidade, mas que foi decidido “atuar já e o mais rápido possível com estas novas medidas, e se todos cumprirmos as regras para se poder controlar a epidemia poderemos não ter de chegar a essa situação em dezembro e ter o Natal que todos merecemos”. 


Portugal pode entrar em confinamento nos primeiros 15 dias de dezembro para salvar o Natal
António Costa admite a possibilidade de um cenário semelhante ao de março, nas duas primeiras semanas de dezembro, para poder travar a epidemia e permitir a quadra festiva. Hoje são conhecidas as novas restrições.

"Tudo depende de nós e de cada um de nós", declarou o primeiro-ministro salientando que "temos de fazer todos os esforços para cumprir as regras". A situação dos hospitais está a ficar sob pressão com alguns hospitais a estarem já com camas lotadas. António Costa pediu aos portugueses para apoiarem os médicos, respeitarem as medidas para não serem mais um doente a ser tratado pelos médicos nem serem mais um transmissor da doença a outra pessoa que se torne um doente para um médico.  

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