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Covid-19. Portugal não vai criar registo de pessoas que não queiram ser vacinadas
Portugal 3 min. 29.12.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Portugal não vai criar registo de pessoas que não queiram ser vacinadas

Covid-19. Portugal não vai criar registo de pessoas que não queiram ser vacinadas

Foto: LUSA
Portugal 3 min. 29.12.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Portugal não vai criar registo de pessoas que não queiram ser vacinadas

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Vacinação contra a covid-19 é voluntária e, para já, vai seguir os procedimentos das restantes, afirmou Graça Freitas.

Portugal não vai ter um registo de pessoas que não queiram vacinar-se contra a covid-19.

Ao contrário do que está previsto em Espanha, a regra em Portugal é "não haver registo", disse esta terça-feira, 29 de dezembro, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.

Embora admita que possam vir a existir "exceções" e que o tempo poderá ditar possíveis evoluções à metodologia adotada, para já, a vacina é gratuita e voluntária e seguirá os procedimentos das restantes.    

“Há coisas que podem evoluir ao longo do tempo, mas, até à data, esta vacina está a ser considerada igual às outras. Apesar de ser nova, de ter sido feita em tempo recorde e de ter uma tecnologia diferente, não deixou de passar pelo crivo da Agência Europeia do Medicamento e não é um medicamento experimental”, frisou a responsável.


Covid-19. Portugal vai vacinar cerca de um milhão a partir de janeiro
Se a primeira vacina for aprovada no final deste ano, o país começa a distribuí-la aos primeiros grupos prioritários já em janeiro. Na segunda fase, a vacinação deverá ser alargada a maiores de 65 anos. Portugal adquiriu 22 milhões de doses.

Por isso, e apesar do ato de vacinar ser "fortemente incentivado", pelas autoridades de saúde, Graça Freitas garante que "se uma pessoa não se apresentar, não é vacinada, mas também não fica registado que não quis” levar a vacina.

A diretora-geral da saúde destacou mesmo que a “adesão enorme” registada nestes primeiros dias, e que permitiu vacinar cerca de 80% dos profissionais de saúde elegíveis para esta fase piloto, demonstram que não há para já necessidade de adotar um procedimento diferente do de outras vacinas.

Cerca de oito mil profissionais de saúde vacinados em dois dias

Segundo a diretora-geral da Saúde, 7585 profissionais de saúde foram vacinados nos dois últimos dias, o que corresponde a 80% das doses disponibilizadas para os cinco centros hospitalares nesta fase piloto.   

A DGS estima que até ao final do primeiro trimestre do ano, todos os profissionais de saúde possam ter recebido a primeira dose de vacinas contra a covid-19, independentemente de terem estado ou não infetados com o vírus, no passado.

 "No primeiro trimestre teremos todos os profissionais de saúde vacinados", disse, acrescentando que os que já tiveram a infeção "não entrarão como prioritários, mas nada impede que sejam vacinados e serão vacinados".  

A vacinação nos lares, outras das estruturas prioritárias na primeira fase da campanha, também ocorrerá gradualmente ao longo dos primeiros três meses de 2021, em função de vários critérios: do facto de serem lares localizados em concelhos de alta incidência ou da quantidade de pessoas que vive num determinado lar e da sua densidade populacional.


Covid-19. Marcelo só será vacinado depois de abril
Presidente da República, que completou 72 anos este mês, não faz parte do primeiro grupo prioritário.

Os lares que estiverem com surtos ativos à data estabelecida para a vacinação só serão vacinados depois de o surto passar.

Graça Freitas adiantou ainda que a lista dos grupos prioritários não está totalmente fechada e poderá vir a incluir os titulares dos órgãos de soberania, como o primeiro-ministro ou o Presidente da República, apesar de não estar atualmente previsto. 

Três grandes objetivos com a vacinação

Segundo a diretora da DGS, foram definidos três grandes objetivos a alcançar com a vacina contra a covid-19: reduzir a mortalidade e os internamentos, reduzir os surtos, "principalmente os que ocorrem em populações mais vulneráveis" e minimizar o impacto da pandemia no sistema de saúde e na sociedade

"Com estes objetivos, a médio prazo, temos a expectativa de controlar a covid-19", referiu lembrando que as doses das vacinas chegarão ao longo do ano e serão administradas por fases, organizadas por grupos prioritários. 

Para já, afirmou ainda, os dois primeiros dias de vacinação contra a covid-19 "correram bastante bem" e deixam antever algum otimismo para a "megaoperação" que o país vai realizar ao longo do ano. 














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