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Covid-19. Portugal admite contratar mais profissionais de saúde para o inverno
Portugal 3 min. 13.07.2020

Covid-19. Portugal admite contratar mais profissionais de saúde para o inverno

Covid-19. Portugal admite contratar mais profissionais de saúde para o inverno

Foto: AFP
Portugal 3 min. 13.07.2020

Covid-19. Portugal admite contratar mais profissionais de saúde para o inverno

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Até dia 7 de julho tinham sido contratados 3894, entre médicos, enfermeiros, técnicos e assistentes. Mas o Ministério da Saúde admite a "possibilidade de expandir este número de contratações", numa eventual segunda vaga de infeções.

O governo admite, se as necessidades face a uma eventual segunda vaga de covid-19 assim o exigirem, fazer novo reforço na contratação de profissionais de saúde. 

Para já, "são mais de 3800 profissionais que já estão contratados em âmbito covid", lembrou esta segunda-feira, em conferência de imprensa, o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales. "Em função daquilo que são as necessidades, quer para o verão, quer para o inverno, aqueles serão contratados em função dessas necessidades", especificou. 

Segundo o responsável, até 7 de julho tinham sido contratados 3894 profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos e assistentes. E há, garantiu, a "possibilidade de expandir este número de contratações, dentro daquilo que é o quadro legal e as necessidades durante o verão e durante o inverno", face a uma possível segunda vaga de infeções pelo novo coronavírus, a partir de outubro.

António Lacerda Sales adianta que o plano de preparação do governo para essa fase, "não passa exclusivamente por reforço de recursos humanos", acrescentando que passa pelo reforço da "capacidade instalada dos hospitais", em infra-estruturas, ao nível das unidades de cuidados intensivos, pela vacinação, "com o aumento de 600 mil doses, mais 38% que no ano anterior".


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O "aumento da capacidade de testagem e de expansão da rede de testagem ao nível do serviço público, do SNS" é outra das apostas do governo para a próxima fase de combate ao surto que, segundo o secretário de Estado, passa ainda por um crescimento da reserva estratégica de materiais de teste, equipamentos de proteção individual e medicamentos.

Face a uma possível segunda vaga, o governo também quer estar preparado para a resposta não-covid, ou seja a outras patologias que têm ficado secundarizadas no seu tratamento e acompanhamento médico por causa da pandemia.

"É algo com que estamos muito preocupados porque temos que manter a atividade não-covid num eventual segundo surto, e por isso temos feito ajustamentos com diferentes hospitais e reunido com diferentes conselhos de administração de hospitais para podermos ajustar estes planos de contingência", adiantou. 

Mais ventiladores - cerca de 700, dos recentemente encomendados, já estão em Portugal -, teleconsultas e novos processos de reorganização de teletrabalho também deverão constar no plano de preparação do executivo para o inverno, que será aprofundado e detalhado nos próximos tempos.

Contratação de profissionais já a partir deste mês

De acordo com a agência Lusa, uma proposta do PCP, aprovada no dia 30 de junho, também prevê o reforço da contratação de profissionais para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), através da abertura de concurso no prazo de três dias.  

 A medida, que integra o leque de alterações ao Orçamento do Estado Suplementar, e que foi viabilizada com os votos favoráveis do PS, PCP, BE e PAN, com a abstenção dos restantes partidos, prevê que no prazo de 30 dias, se iniciem "os procedimentos para contratação de profissionais para o SNS, em especial de médicos, enfermeiros, técnicos superiores de saúde, técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, assistentes técnicos, assistentes operacionais, entre outros, ao nível dos cuidados de saúde primários, cuidados hospitalares, saúde pública, cuidados continuados e cuidados paliativos”, refere a proposta dos comunistas.

Outra proposta do mesmo partido, aprovada no mesmo dia, prevê o alargamento do número de camas de cuidados intensivos, com o objetivo de chegar a cerca de 950 unidades até setembro de 2020 e reforçar em mais 800 camas as dirigidas a doentes agudos, até ao final deste ano.  

Esta segunda-feira, António Lacerda Sales lembrou que o governo tem, em termos gerais, como objetivo, até terminar 2020, atingir as "9.3 camas por 100 mil habitantes, o que exigirá cerca e 930 a mil camas de cuidados intensivos", reiterou. 

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