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Covid-19. Madeira regista primeiro caso suspeito de infeção
Portugal 3 min. 29.02.2020

Covid-19. Madeira regista primeiro caso suspeito de infeção

Covid-19. Madeira regista primeiro caso suspeito de infeção

Portugal 3 min. 29.02.2020

Covid-19. Madeira regista primeiro caso suspeito de infeção

Redação
Redação
Paciente recém-chegado de Milão está internado no Hospital do Funchal. O segundo português infetado no navio cruzeiro atracado no Japão continua hospitalizado.

A Madeira validou um paciente que chegou de Milão, Itália, como o primeiro caso suspeito na ilha por infeção do novo coronavírus, Codiv-19. O doente está internado em isolamento no hospital central do Funchal, onde foi atendido, de acordo com a edição online do Expresso que avançou a notícia.

"O doente permanecerá em isolamento hospitalar e serão realizadas colheitas de amostras biológicas para análise", refere o Instituto de Administração da Saúde da Madeira (IASAÚDE), em comunicado de imprensa.

O IASAÚDE esclarece que o doente foi encaminhado para o Hospital Central do Funchal, após avaliação clínica e epidemiológica feita pelas autoridades de saúde.

Esta situação eleva para 60 o número de casos suspeitos de infeção pelo Covid-19 em Portugal, dois dos quais ainda estavam em estudo na sexta-feira, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo português infetado no navio

No Japão, há um segundo cidadão português infetado com o Covid-19 que está hospitalizado, confirmou ontem a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.

“Sim, ele está infetado, se tem um teste positivo, ele está infetado”, afirmou Graça Freitas. Este português é um dos tripulantes do navio de cruzeiros Diamond Princess, em quarentena no porto de Yokohama, perto de Tóquio. 

No mesmo navio foi infetado Adriano Maranhão, que também está internado num hospital no Japão, depois de dois dias fechado na sua cabine. 

A diretora-geral da Saúde sublinhou que o facto deste segundo português do navio, estar infetado não significa que “tenha sintomas” ou “que esteja mal”, mas não adiantou mais informações sobre o caso, afirmando que o doente pediu que os seus dados se mantivessem privados.

Sobre a situação em Portugal, Graça Freitas considerou que a prioridade tem sido detetar precocemente qualquer caso suspeito e agir o mais rapidamente possível, afirmando que “é preferível que sejam todos negativos, do que deixar passar um positivo”.

Afastado cenário de um milhão de infetados

A diretora geral da Saúde, Graça Freitas, afastou também hoje a hipótese de o novo coronavírus vir a infetar um milhão de portugueses, já que os dados que existem neste momento vindos da China são “mais favoráveis”.

“Afasto completamente. Já vamos no quarto cenário e os dados são cada vez mais favoráveis e o grau de incerteza é cada vez menor”, afirmou Graça Freitas em conferência de imprensa, em Lisboa, explicando que a hipótese de um milhão de portugueses poder vir a ser infetado tinha na base uma taxa de ataque para a gripe A, de 2009.

A conferência de imprensa foi marcada após o semanário Expresso ter titulado na sua primeira página que "Graça Freitas admite um milhão de infetados em Portugal".

Os técnicos, médicos e matemáticos, estão a trabalhar no último cenário com base em novos dados de um estudo feito pela China e, segundo a diretora geral da Saúde, “esta cenarização aproxima-se cada vez mais da realidade”.

Graça Freitas reiterou que neste momento Portugal encontra-se numa fase de “contenção alargada”, sem qualquer caso positivo de infeção por coronoavirus que dá origem à doença Covid-19.

Centenas de chamadas

“Recebemos centenas de chamadas, de dia e de noite, e neste momento já validámos cerca de 60 casos suspeitos. Até à data, todos foram negativos”, afirmou.

A DGS registou 52 casos suspeitos de infeção, 16 dos quais ainda estavam em estudo na quinta-feira. Os restantes 36 casos suspeitos não se confirmaram, após testes negativos.

A resposta das autoridades portuguesas, garantiu, será proporcional à evolução do Covid-19 em Portugal, de forma a evitar “uma epidemia social, uma epidemia económica, uma epidemia do preconceito, e uma epidemia da má comunicação”.

“Numa primeira fase, com muitos poucos casos, os meios são proporcionais e adequados à fase em que estivermos”, sublinhou Graça Freitas, acrescentando que os meios e profissionais disponíveis serão reforçados à medida que o número de casos aumentar.

Com Lusa

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