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Covid-19. Governo português recomenda que se evitem "contactos próximos não essenciais"
Portugal 3 min. 16.10.2020

Covid-19. Governo português recomenda que se evitem "contactos próximos não essenciais"

Covid-19. Governo português recomenda que se evitem "contactos próximos não essenciais"

Foto: Chris Karaba
Portugal 3 min. 16.10.2020

Covid-19. Governo português recomenda que se evitem "contactos próximos não essenciais"

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Portugal registou novamente um recorde de novas infeções com o novo coronavírus esta sexta-feira. Foram realizados mais de 30 mil testes diários, esta semana.

O Governo português apela aos cidadãos para evitarem contactos próximos não essenciais ao longo deste outono.  

Na conferência de imprensa de balanço epidemiológico desta sexta-feira, 16 de outubro, o secretário de Estado da Saúde, Diogo Serras Lopes, afirmou que "os números dos últimos dias mostram uma tendência crescente, não apenas em Portugal, mas na generalidade dos outros países", defendendo que a evolução da pandemia, e o seu respetivo combate, "dependerá do comportamento de todos, individual e coletivo", apelando a uma maior contenção social nos próximos tempos.

"À medida que entramos no outono, é essencial não baixar a guarda e evitar o mais possível, dentro da vida de cada um, contactos próximos não essenciais que aumentem a possibilidade de este vírus se continuar a espalhar", afirmou.

O secretário de Estado apelou também às três medidas essenciais, que cada um pode tomar, para evitar a propagação do vírus: "distanciar, lavar as mãos, usar máscara". "Este maior número diário de casos apenas reforça a importância destas regras". 


Portugal regista 21 óbitos e 2.608 novos casos de infeção
Norte registou 1.350 dos casos positivos desta sexta-feira, 16 de outubro, e metade dos óbitos. Há 985 recuperados.

Portugal registou hoje 2.608 novos casos de infeção com o novo coronavírus, o valor diário mais elevado desde o início da pandemia, e 21 mortos por covid-19, o número de óbitos diários mais alto desde abril.

Cuidados intensivos com  67% das camas ocupadas

A pressão sobre os serviços de saúde continua a crescer, tendo esta sexta-feira ocorrido um novo aumento das hospitalizações, que já ultrapassaram o milhar. Há, neste momento, 1.015 pessoas internadas, mais 22 que ontem, e 144 em cuidados intensivos, mais quatro que no dia anterior.

Segundo o secretário de Estado, a taxa de ocupação global das camas em unidades de cuidados intensivos está em 67%, apesar do agravamento da evolução da pandemia de covid-19.

“Do universo específico de camas em cuidados intensivos, das atuais 569 camas ativas de categoria polivalente adulto, a taxa de ocupação até ontem [quinta-feira] é de 67% e em nenhuma região do país é superior a 70%. Estas 569 camas representam já um acréscimo de resposta face à lotação oficial normal dos hospitais, sem questões pandémicas, que é de 511 camas”, explicou.

Diogo Serras Lopes assegurou ainda que estes números podem ser expandidos quase para o dobro, mas também admitiu que isso poderá implicar uma nova suspensão da atividade assistencial hospitalar não urgente. 

“Face a essas 511 camas, temos a capacidade de atingir rapidamente - e sem impacto na atividade programada nos hospitais - 704 camas, isto é, mais 38% da capacidade. Caso sejamos forçados, pela evolução da pandemia, a suspender a atividade não urgente, esse número de camas disponíveis em UCI poderá passar a 944, isto é, mais 85% de capacidade."

Em termos de distribuição geográfica, o Norte e Lisboa e Vale do Tejo, que são as regiões mais pressionadas pelo aumento do número de infeções pelo novo coronavírus, concentram 11.800 das 21.000 camas de enfermaria existentes no SNS, sendo que apenas 1.000 estão, para já, destinadas a doentes covid. A sua atual taxa atual de ocupação está nos 69%.

Mais de 30 mil testes realizados esta semana

Na semana em que Portugal bateu sucessivamente recordes do diários de casos, foram realizados mais de 30 mil testes por dia. Um valor que, de acordo com o secretário de Estado, é o triplo do realizado no início da pandemia.

  “A capacidade de testagem mais do que triplicou face a março, tendo já atingido, em vários dias desta semana, valores superiores a 30 mil testes diários."

Também o atendimento de chamadas, na linha de SNS24, continua a aumentar, batendo, esta semana, "recordes de utilização", com "mais de 20 mil chamadas diárias" atendidas, "sem um aumento significativo dos tempos de espera”, afirmou o governante. 


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