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Covid-19. Aeroporto de Lisboa já recebeu cerca de 100 passageiros infetados
Portugal 2 min. 18.07.2020

Covid-19. Aeroporto de Lisboa já recebeu cerca de 100 passageiros infetados

Covid-19. Aeroporto de Lisboa já recebeu cerca de 100 passageiros infetados

Foto: Pixabay
Portugal 2 min. 18.07.2020

Covid-19. Aeroporto de Lisboa já recebeu cerca de 100 passageiros infetados

Redação
Redação
Desde o início da pandemia foram confirmados 97 casos em voos para Lisboa. 40% só nos últimos 15 dias.

Maria João Martins é médica e faz também trabalho de detetive dos voos que chegam a Lisboa. É responsável pela equipa de sanidade internacional do Aeroporto Humberto Delgado, de Lisboa, e passa os seus dias a seguir o rasto das pessoas que viajaram junto de infetados com o novo coronavírus. O jornal Diário de Notícias faz a sua manchete de sábado com este novo tipo de funções em tempos de pandemia.  

Quando as autoridades de saúde transmitem, a Maria João, que há um caso de covid-19 entre alguém que voou nos dias anteriores, "a especialista e a sua equipa traçam o risco de infeção de quem seguia no mesmo avião e tornam possível a vigilância ativa destas pessoas", relata o DN. 

Desde março, e até esta quinta-feira já foram detetados 97 casos positivos à doença, sendo que um deles foi detectado a bordo de um avião durante um voo.

"Foi a própria tripulação que reparou numa mulher com sintomas coincidentes com os de covid-19, entraram de imediato em contacto com Maria João Martins e ainda o avião não tinha aterrado em solo luso já a equipa se preparava para dar início ao processo de rastreio dos contactos próximos", relata o DN. 

A mulher foi encaminhada por um enfermeiro e um socoristas, vestidos com equipamentos de proteção individual, para o INEM que a levou para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde lhe foi feito o teste de rastreio que deu positivo.

Depois do caso confirmado, estes autênticos "detetives da saúde pública" do aeroporto entram em campo. A sua primeira tarefa é identificar quais os passageiros que viajavam perto da pessoas infectada e quais tripulantes que contactaram com ela. " Dependendo da localização do doente no avião e da quantidade total de passageiros (uma vez que as companhias áreas não são abrangidas por uma redução da lotação), pode obrigar a seguir o rasto a três, quatro pessoas ou a mais de 15", garante o DN. "Na pior das hipóteses podemos ter 15 a 17 contactos relacionados com um doente dentro de um avião", diz Maria João Martins ao diário lisboeta. 

Desde que as fronteiras com a União Europeia, o espaço Schengen, o Reino Unido, o Canadá, a Argélia, a Coreia do Sul, Marrocos, a Tunísia e a China reabriram no primeiro dia de julho, a médica de saúde pública viu o trabalho crescer. É de notar que nestas duas semanas foram apanhados 40% dos passageiros infectados que a equipa detectou desde março. O que significa 39 doentes, quando nos quatro meses anteriores tinham sido apenas detetados 58 casos em voos excecionais.


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