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Covid-19. 31º. caso confirmado em Portugal é o segundo no sul do país
Portugal 4 min. 09.03.2020

Covid-19. 31º. caso confirmado em Portugal é o segundo no sul do país

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Covid-19. 31º. caso confirmado em Portugal é o segundo no sul do país

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Foto: Fabian Strauch/dpa
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Covid-19. 31º. caso confirmado em Portugal é o segundo no sul do país

Portimão tem dois casos positivos, mãe e filha, que levaram ao encerramento de duas escolas no concelho.

Até sábado, 7 de março, a esmagadora maioria dos casos positivos de Covid-19 estava concentrada nas regiões do Porto e de Lisboa. Mas o teste positivo, no domingo, de uma adolescente de Portimão confirmou o primeiro no sul do país, mais concretamente no Algarve.

A jovem terá sido contaminada em Itália, onde esteve de férias com os pais e as duas irmãs, e está a ser acompanhada no hospital pediátrico D. Estefânia, na capital portuguesa, que é um dos três hospitais de primeira linha no combate ao novo coronavírus. 

Esta segunda-feira soube-se que também a mãe da adolescente, uma professora, testou positivo. A notícia foi confirmada à TVI, pela presidente da Câmara de Portimão.


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Dos 31 pacientes infetados, 18 estão internados no Hospital de Santo António, no Porto.

O estabelecimento de ensino onde a menor estuda e onde a mãe dá aulas, a Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes e a Escola Básica José Buísel, respetivamente, foram encerradas, localizando-se ambas naquele concelho algarvio.

Fazer a vida normal enquanto não tivesse sintomas

Tal como terá acontecido no caso da professora da Amadora que contraiu a Covid-19, também numa viagem a Itália, as instruções da Linha da Saúde 24, quando do contacto após o regresso desse país, foi para que se mantivessem atentas a sintomas e obedecesse às regras de higiene social de prevenção (lavar bem as mãos, tossir e/ou espirrar para o cotovelo, usar lenços descartáveis, etc), descartando a necessidade à altura de uma quarentena ou isolamento preventivos.

"Ao retornar, contactou a Linha Saúde 24, que lhe deu instruções para monitorizar a sua situação clínica e cumprir algumas regras sociais e de higiene pessoal, mas que podia fazer a sua vida normal",  refere uma nota divulgada na página na internet do Agrupamento de Escolas Manuel Teixeira Gomes em Portimão. A situação descrita acompanha as notas relativas a adolescente e à professora, para a  Escola Básica José Buísel.

Mãe e filha regressaram às respetivas escolas a 27 de fevereiro. Os estabelecimentos de ensino vão ficar fechados até dia 20 de março. Os alunos, professores e auxiliares que estiveram em contacto vão ficar 14 dias em isolamento nas suas casas.

Escolas também fechadas a norte 

A concentração de casos nos concelhos a norte do país, circunscritos, na sua maioria, aos de Felgueiras e Lousada, afetando também instituições escolares, levaram a DGS a recomendar o fecho preventivo de todas as escolas. 


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A decisão foi tomada depois de Marcelo Rebelo de Sousa ter estado na terça-feira, no Palácio de Belém, em Lisboa, com uma turma de uma escola de Felgueiras (Porto), que foi encerrada devido ao internamento de um aluno, adiantou a Presidência, numa nota publicada no 'site' oficial.

"Correspondendo ao consensualizado entre as Autoridades de Saúde do nível nacional, regional e local, proceder-se-á ao encerramento não só dos estabelecimentos escolares (públicos e privados), mas também à suspensão de atividade dos estabelecimentos de lazer/culturais e de utilização pública, designadamente ginásios, bibliotecas, piscinas, espaços para eventos e cinemas", lê-se no comunicado do organismo, enviado domingo à noite, às redações. 

Segundo a DGS a "medida é temporária e durará até ser levantado o encerramento por parte das Autoridades de Saúde". 

É também recomendado que as "pessoas dos concelhos de Felgueiras e Lousada" evitem "deslocações desnecessárias e participar em reuniões com elevado número de pessoas, de forma a reduzir o número potencial de pessoas contagiadas".  

No que se refere a estabelecimentos de ensino, as atividades letivas no campus de Gualtar da Universidade do Minho (UMinho), em Braga, foram suspensas por tempo indeterminado, depois de um aluno ter sido infetado com o novo coronavírus, anunciou o reitor.

No mesmo dia, a Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário (CESPU) anunciou igualmente a suspensão de todas as aulas nos seus estabelecimentos de ensino e que iria encerrar a maior parte dos espaços, de forma preventiva, face ao surto do novo coronavírus.

Em comunicado, a CESPU, que gere o Instituto Universitário de Ciências da Saúde, em Gandra, no distrito do Porto, e o Instituto Politécnico de Saúde do Norte (que integra a Escola Superior de Saúde do Vale do Ave, em Vila Nova de Famalicão, e a Escola Superior de Saúde do Vale do Sousa, também em Gandra) anunciou que, apesar de não contar com nenhum caso positivo entre a sua comunidade escolar, tomou esta decisão porque é a que “melhor protege todos os alunos, docentes, funcionários, suas famílias e a população em geral”.

Em Portugal, estão sob vigilância das autoridades de saúde 447 pessoas por contactos com infetados.

Os pacientes com o novo coronavírus encontram-se hospitalizados e até ao momento a sua situação clínica é estável. Do total de doentes, 18 são homens e 13 são mulheres.

A epidemia de Covid-19 foi detetada em dezembro, na China, e já provocou cerca de 3.800 mortos entre mais de 109 mil pessoas infetadas numa centena de países e territórios.

Das pessoas infetadas, cerca de 60 mil já recuperaram.

AT com agências


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