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Costa será recandidato se houver eleições antecipadas
Portugal 26.10.2021
OE2022

Costa será recandidato se houver eleições antecipadas

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Costa será recandidato se houver eleições antecipadas

LUSA
Portugal 26.10.2021
OE2022

Costa será recandidato se houver eleições antecipadas

Lusa
Lusa
O primeiro-ministro afirmou hoje que será ele quem liderará o PS se houver eleições legislativas antecipadas na sequência de uma crise política, contrapondo que, pela parte do PSD, ainda se desconhece quem será o líder.

António Costa falava no debate parlamentar da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2022, na generalidade. Respondendo a uma intervenção da deputada social-democrata Clara Marques Mendes, o primeiro-ministro aproveitou para esclarecer uma dúvida sobre o seu futuro político a curto prazo em Portugal.

"Há uma coisa que posso garantir: O Governo assume todas as suas responsabilidades. No entendimento de haver eleições, ou no entendimento de não haver eleições", disse.

Segundo António Costa, havendo eleições há uma coisa que se pode ter por certa: A senhora deputada [do PSD Clara Marques Mendes] não sabe quem será o seu líder", ou Rui Rio ou Paulo Rangel. "Eu sei que liderarei o meu partido nessas eleições", frisou o primeiro-ministro.

Depois de desfazer desta forma os rumores de que poderá estar de saída da política nacional num cenário de eleições legislativas antecipadas, António Costa disse que essa questão da liderança "é uma enorme diferença em matéria de estabilidade" entre PS e PSD.

Frustração pessoal

"Aconteça o que acontecer, e mesmo na hipótese, que hoje parece remota, de o orçamento vir a passar amanhã, é certo que a geringonça já morreu. Por mim, paz à sua alma, mas posso dizer que é obviamente uma derrota pessoal sua", disse o deputado único da Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo, a António Costa, na primeira intervenção do debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2022 (OE2022), que começou hoje no parlamento.

Na resposta aos liberais, o primeiro-ministro admitiu que, "se a maioria que se formou em novembro de 2015 se considerar esgotada e que não tem mais caminho para andar", isso será "uma enorme frustração pessoal".

"Assumo isso porque efetivamente acredito e acreditei desde o princípio que esta maioria tinha um enorme potencial, um potencial que ia muito para além de desfazer aquilo que o PSD e o CDS tinham feito, mas um potencial para construir um futuro robusto para o nosso país. Se se verificar que isto não é assim é mesmo uma frustração pessoal. Isso não tenho nenhum pejo em reconhecer", assumiu.  

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