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Coroado chefe do amor, Marcelo diz que "seria muito pesado" ser rei
Portugal 14.06.2019

Coroado chefe do amor, Marcelo diz que "seria muito pesado" ser rei

O Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, durante a cerimónia de entrega do diploma de Cidadão Honorário e da Chave da Cidade de Abidjan, na Costa do Marfim.

Coroado chefe do amor, Marcelo diz que "seria muito pesado" ser rei

O Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, durante a cerimónia de entrega do diploma de Cidadão Honorário e da Chave da Cidade de Abidjan, na Costa do Marfim.
Foto: António Cotrim / Lusa
Portugal 14.06.2019

Coroado chefe do amor, Marcelo diz que "seria muito pesado" ser rei

O Presidente dos afetos foi hoje coroado chefe do amor, na Costa do Marfim.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, foi hoje nomeado "Apôh", que significa amor, recebendo as vestes e a coroa de chefe tradicional da Costa do Marfim, o que considerou uma honra.

Nesta cerimónia na sede do Distrito Autónomo de Abidjan, já sem a coroa, o pano, as sandálias, o colar e o bastão de chefe tradicional, Marcelo Rebelo de Sousa fez questão, no entanto, de se declarar "muito contente por ser Presidente da República e não rei". "Seria muito pesado para um republicano ser rei. Muito, muito pesado", acrescentou.

Foto: Lusa

Antes, o governador Robert Beugre Mambe entregou-lhe a chave e o diploma de cidadão honorário do distrito de Abidjan, os símbolos de chefe tradicional, e comunicou-lhe o seu novo nome, "Apôh", explicando que "quer dizer amor, caridade, devoção, consenso, encontro".

Robert Beugre Mambe considerou que se ajusta ao percurso e à personalidade de Marcelo Rebelo de Sousa, "um homem de direito, um homem de comunicação, um homem de Estado, com amor profundo pelo seu país", que "sabe falar com todos", dentro e fora de Portugal, "um homem de paz".

O Presidente da República gostou do nome. "Em Portugal dizem que eu sou o Presidente dos sentimentos, das emoções, dos afetos, da proximidade das pessoas", referiu, num discurso de agradecimento, em francês. Marcelo Rebelo de Sousa assegurou que não só ele, mas "todos os portugueses e as portuguesas são assim", e defendeu que "todos os cidadãos do mundo deveriam ser assim" e "saber compreender os outros".

Inês Lima, enviada da agência Lusa


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