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Contagem da repetição eleitoral no círculo da Europa termina com 109 mil boletins recebidos
Portugal 3 min. 23.03.2022 Do nosso arquivo online
Legislativas

Contagem da repetição eleitoral no círculo da Europa termina com 109 mil boletins recebidos

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Contagem da repetição eleitoral no círculo da Europa termina com 109 mil boletins recebidos

Foto: LUSA
Portugal 3 min. 23.03.2022 Do nosso arquivo online
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Contagem da repetição eleitoral no círculo da Europa termina com 109 mil boletins recebidos

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Participação nesta repetição ficou abaixo dos números de janeiro, mas acima da verificada na eleição de 2019. Mas ainda houve votos inválidos devido à ausência de cópia do cartão do cidadão.

Os boletins dos emigrantes do círculo da Europa, que votaram novamente para as legislativas depois de a primeira eleição ter sido anulada, já chegaram a Portugal. Foram cerca de 109 mil os votos enviados por correspondência pelos portugueses residentes no estrangeiro, segundo avançou ao Contacto o deputado socialista Paulo Pisco.

"O total dos votos chegados ronda os 109 mil, um pouco mais dos 107 mil que chegaram em 2019", indicou o político, eleito nesse ano pelo círculo da Europa e que está a acompanhar a contagem da votação que decorre desde ontem e termina hoje, na antiga FIL, em Lisboa.

O Ministério da Administração Interna (MAI) confirmou, horas depois ao Contacto, estes dados, indicando que "foram recebidas 109.901 cartas de resposta para a repetição da votação no círculo da Europa, correspondendo a 55,98% das 196.304 recebidas na primeira votação".  


Eleições no círculo da Europa. Há emigrantes que ainda não receberam o voto postal
A votação para as legislativas de 30 de janeiro vai ser repetida presencialmente no sábado e domingo, e por via postal através de boletins que têm de chegar a Portugal até dia 23.

Na primeira votação para as últimas legislativas, que se realizaram a 30 de janeiro deste ano, foram anulados 157.205 votos, num total de 257.791 votantes inscritos pelos círculos do estrangeiro. A esmagadora maioria dos votos anulados concentrou-se no círculo da Europa, onde mais de 80% foram considerados nulos - face a apenas 2% no círculo Fora da Europa.

A elevada taxa de anulação no círculo europeu levou à nulidade e consequente repetição da eleição nos países que compõem esse círculo eleitoral. 

Votos inválidos sem cópia do cartão do cidadão rondam aos 30%

Apesar de primeira eleição ter sido anulada porque votos válidos foram misturados com votos inválidos, que não eram acompanhados de cópia do documento de identificação - como manda a lei -, o número de boletins que voltou a ser enviado sem a necessária documentação mantém-se significativo.

Segundo Paulo Pisco, "tudo aponta para que haja a registar cerca de 30% de votos anulados por não terem a cópia do cartão do cidadão".


Repetição da votação das legislativas no círculo da Europa levou mais gente às urnas
Na votação presencial, a participação subiu 31%, segundo o Ministério da Administração Interna. Mas a esmagadora maioria dos votos são por correspondência e deverão chegar a Portugal até dia 23, inclusive.

Além da votação postal, votaram presencialmente, nos dias 12 e 13 de março, 152 dos 400 eleitores que estavam inscritos nesta modalidade de voto. Esse número reflete uma tendência oposta ao do voto postal na repetição da eleição no círculo da Europa. Se no caso da votação por correspondência se observou uma descida da participação, na votação presencial houve uma subida, registando-se um "acréscimo de 31% face aos 116 cidadãos que exerceram o seu direito de voto presencial em 34 embaixadas e postos consulares para a eleição do dia 30 de janeiro", segundo dados do Ministério da Administração Interna (MAI).

O voto por via postal foi alvo de várias críticas desde o início desta repetição eleitoral, com queixas de atrasos na receção dos boletins de voto, além de informações distintas sobre as datas-limite para a sua expedição.

Na semana passada, no Parlamento, a ministra da Administração Interna, Francisca Van Dunem, afirmou que entre 72 e 99% dos emigrantes tinham recebido os boletins de voto relativos à repetição das legislativas no círculo da Europa, mas assumiu que a estimativa de retorno não era alta.


Eleições. Boletins já começaram a chegar mas emigrantes estão divididos sobre votar pela segunda vez
Os votos postais terão de chegar a Portugal até dia 23 para serem considerados válidos, mas até esta segunda-feira, dia 7, alguns eleitores ainda não tinham recebido o seu boletim.

“Nas projeções que fazemos, provavelmente isto [participação na repetição do ato eleitoral através do voto postal] andará pelos 50%. Vai haver seguramente muito menos pessoas a votar no círculo da Europa”, revelou Van Dunem.

Para Paulo Pisco, considerando toda a situação, desde a anulação dos votos ao sentimento de descrença que o processo gerou nos emigrantes, o número de boletins enviados mostra que os portugueses no estrangeiro quiseram voltar a exercer o seu direito cívico.

"É menos do que na primeira votação, mas é mais do que a votação em 2019, o que não deixa de alguma maneira de ser positivo, neste contexto de repetição de eleições e até da indignação que houve por parte dos eleitores por ter sido anulado o seu voto. Portanto, eu acho que a participação acabou por ser boa", considera o deputado socialista que deverá ser novamente eleito por este círculo.

(Notícia atualizada às 18h47 com informação do Ministério da Administração Interna sobre o número de cartas com boletins recebido)

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A Comissão Nacional de Eleições deliberou esta quarta-feira a data da repetição da votação presencial no círculo da Europa. Votos por via postal serão considerados só se forem recebidos até dia 23, inclusive.