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Confissão de sexo oral a juiz no parlamento provoca denúncia na Justiça
Portugal 25.06.2020

Confissão de sexo oral a juiz no parlamento provoca denúncia na Justiça

Confissão de sexo oral a juiz no parlamento provoca denúncia na Justiça

Foto: Wikipedia
Portugal 25.06.2020

Confissão de sexo oral a juiz no parlamento provoca denúncia na Justiça

Proprietária de casa de prostituição declarava no parlamento português quando confessou que há um juiz que pede sexo oral enquanto dirige sessões por videoconferência.

Ana Loureiro começou a prostituir-se aos 24 e, atualmente, aos 36, é dona de uma casa de prostituição. Enquanto proxeneta, defende hoje em dia a liberalização da atividade e a despenalização do lenocínio. Em entrevista à TVI, explicou que fica com 50% do que ganham as suas prostitutas.

Naquilo que pretendia ser um passo a favor da sua causa, a ida de Ana Loureiro à Assembleia da República (AR) envolveu-se em polémica ao confessar matéria passível de crime.

"Há um juiz em Portugal, que é o único juiz que faz videoconferência com menores em Portugal, e que mete o telemóvel assim [gesto com as mãos para explicar que o telefone fica na horizontal]... Para sexo oral. Assim que a criança começa a falar ele pede para [a prostituta] lhe fazer sexo oral até ao fim do julgamento. Eu pergunto a todos os deputados: o que é que vai na cabeça deste juiz? E nós? Podemos denunciar? Não, não podemos.”

Estas foram as declarações, na AR e em direto no Canal Parlamento, de Ana Loureiro, a dona de uma casa de prostituição no Campo Grande que luta pela legalização da prostituição em Portugal, que levou o vice-presidente da Assembleia da República a enviar um ofício ao Ministério Público para se averiguar se há algum crime em causa. 

Mas Ana Loureiro mantém tudo o que disse: “Não retiro uma palavra nem uma vírgula do que disse em Comissão Parlamentar e tanto que fica por dizer. Posso ser uma mera acompanhante de profissão, que perfaz 12 anos de atividade, e hoje em dia ser proprietária de uma casa de acompanhantes, não de um bordel, no entanto, não faz de mim uma pessoa mentirosa e sem caráter para ir assumir tudo o que assumi em Comissão Parlamentar, do qual reitero palavra por palavra”, afirmou mulher.

Ana Loureiro pode ainda incorrer num crime de lenocínio. “Estou ao dispor da Procuradoria Geral da República para prestar todos os esclarecimentos necessários”.

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