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Cinco GNR julgados por agressões a imigrantes em Odemira conhecem hoje sentença
Portugal 2 min. 03.07.2020

Cinco GNR julgados por agressões a imigrantes em Odemira conhecem hoje sentença

Cinco GNR julgados por agressões a imigrantes em Odemira conhecem hoje sentença

Foto: Lusa
Portugal 2 min. 03.07.2020

Cinco GNR julgados por agressões a imigrantes em Odemira conhecem hoje sentença

Lusa
Lusa
Os quatro militares estão acusados de quatro crimes de ofensa à integridade física qualificada, dois de sequestro e dois de violação de domicílio por funcionário, sendo um deles ainda acusado de um crime de falsificação de documento.

Cinco militares da GNR acusados pelo Ministério Público (MP) por crimes de sequestro, violação de domicílio e agressões a trabalhadores imigrantes em Odemira conhecem hoje a sentença, no Tribunal de Beja.

A leitura do acórdão do processo, que começou a ser julgado no dia 15 de junho, por um coletivo de juízes, está marcada para as 15:00.

Os cinco militares da GNR – André Ribeiro, João Lopes, Ruben Candeias, Luís Delgado e Nelson Lima – estão acusados, em coautoria material, de quatro crimes de ofensa à integridade física qualificada, dois de sequestro e dois de violação de domicílio por funcionário, sendo João Lopes ainda acusado de um crime de falsificação de documento.

Detidos em 08 de maio de 2019, estão sujeitos à medida de coação de suspensão do exercício de funções, encontrando-se João Lopes, Ruben Candeias, Luís Delgado e Nelson Lima em liberdade e André Ribeiro em prisão domiciliária com vigilância eletrónica.

Na 4.ª sessão do julgamento, a 24 de junho, nas alegações finais, o MP pediu a condenação dos cinco arguidos pelos factos constantes da acusação, mas não se pronunciou acerca das medidas da pena.

O advogado Luís Cruz Campos, representante do arguido João Lopes, disse à Lusa que o MP defendeu ainda a aplicação de uma sanção acessória de proibição de exercício de funções, igualmente válida para os cinco militares.

No que respeita ao seu cliente, o causídico pediu a absolvição quanto “a três crimes”, como “o sequestro, a violação de domicílio e ofensa à integridade física”, e assumiu “um crime de ofensa à integridade física” relativamente a um dos imigrantes, “na forma de coautoria”.

A advogada Ana Aleixo, que representa Luís Delgado e Nelson Lima, pediu a absolvição dos seus dois clientes, por considerar que “a prova relativamente a eles é inexistente”.

Nas alegações finais, resumiu Luís Cruz Campos, o advogado do arguido André Ribeiro “pediu a absolvição do seu cliente por todos os factos”, enquanto o advogado de Ruben Candeias “assumiu uma violação de domicílio e uma ofensa à integridade física”.

O caso remonta à noite de 30 de setembro e madrugada de 01 de outubro de 2018, na zona de Almograve e Longueira, no concelho de Odemira, distrito de Beja.

Após um jantar em que estiveram presentes cerca de 25 indianos, mas também André Ribeiro, os cinco militares são apontados como tendo acedido à residência de trabalhadores desta nacionalidade e alegadamente agredido e transportado sob coação alguns para a zona do restaurante.

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