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CDU perdeu um terço dos bastiões, entre os quais Loures
Portugal 2 min. 27.09.2021
Autárquicas

CDU perdeu um terço dos bastiões, entre os quais Loures

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CDU perdeu um terço dos bastiões, entre os quais Loures

LUSA
Portugal 2 min. 27.09.2021
Autárquicas

CDU perdeu um terço dos bastiões, entre os quais Loures

Lusa
Lusa
Perda município da Grande Lisboa foi uma das surpresas da noite eleitoral em Portugal. Loures tinha sido recuperado ao PS, em 2013, pelo antigo líder parlamentar comunista Bernardino Soares e a sua reeleição era era uma das principais apostas da CDU.

  A CDU 'chocou' novamente com o PS, que conquistou mais seis municípios à coligação, entre eles três bastiões, mas foi Loures, uma das principais apostas e aparentemente mais segura, a surpresa da noite eleitoral.

Às 03h45 (hora de Lisboa) e com 21 freguesias por apurar em todo o país, a CDU contabilizava 8,17% dos votos, ou seja, 395.846 votos e o pior resultado em percentagem e em número de votos, abaixo de 2017 (9,45%, ou seja, 489.089 votos). É também a segunda vez que a coligação obtém menos de 500.000 votos em eleições autárquicas.

Mora, Montemor-o-Novo (distrito de Évora) e Moita (Setúbal), três dos nove municípios presididos pela CDU desde as primeiras eleições autárquicas, em 1976, passaram no domingo para as 'mãos' do PS.

Contudo, a surpresa da noite foi Loures, concelho que a CDU tinha recuperado em 2013 com o dirigente comunista Bernardino Soares e que oito anos depois voltou para a esfera dos socialistas. O município era uma das principais apostas da CDU na continuidade, foi uma das últimas 'paragens' da campanha eleitoral e o palco de um dos maiores comícios.


Jerónimo assume que resultados da CDU ficaram aquém dos objetivos
O resultado das eleições autárquicas, “sem prejuízo da sua expressão nacional, ficou aquém dos objetivos colocados”, disse Jerónimo de Sousa.

A Coligação Democrática Unitária também perdeu para o PS as autarquias de Alvito (distrito de Beja) e Alpiarça (Santarém). Já o concelho de Vila Viçosa (Évora) foi conquistado por uma coligação PSD/CDS-PP/MPT/PPM.

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, assumiu na noite de domingo que os resultados ficaram “aquém dos objetivos colocados” e que a CDU tinha “muito para avaliar”.

No entanto, a coligação conquistou ao PS os municípios de Barrancos (Beja) e Viana do Alentejo (Évora).

No total, a CDU perdeu sete municípios, seis para os socialistas, e vai presidir 18 câmaras municipais durante os próximos quatro anos, entre eles os seis bastiões restantes: Arraiolos (Évora), Avis (Portalegre), Serpa (Beja), Seixal, Palmela e Santiago do Cacém (Setúbal).

As restantes autarquias são Cuba, Vidigueira, Barrancos (Beja), Silves (Faro), Sobral de Monte Agraço (Lisboa), Monforte (Portalegre), Benavente (Santarém), Viana do Alentejo (distrito de Évora) Alcácer do Sal, Grândola, Sesimbra (Setúbal), Évora, Setúbal.

Almada, antigo bastião da CDU, conquistado há quatro anos para o PS, foi também uma das principais batalhas eleitorais da CDU, mas a aposta na autarca cessante de Setúbal, Maria das Dores Meira, não foi suficiente para derrotar Inês de Medeiros.

Há quatro anos, a CDU tinha perdido nove municípios para o PS. Depois das eleições de domingo, os eleitores 'transferiram' em oito anos 15 municípios da coligação para os socialistas, mas continuam a ser a terceira força autárquica em Portugal.

Apesar de ter perdido uma autarquia no distrito de Setúbal, a CDU continua a ser a força política dominante neste distrito, presidindo a sete municípios, em oposição aos seis liderados pelo PS.  

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