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Cavaco Silva recebe sete economistas, antes de ouvir partidos
Portugal 2 min. 19.11.2015 Do nosso arquivo online
Depois da queda do Governo

Cavaco Silva recebe sete economistas, antes de ouvir partidos

Depois da queda do Governo

Cavaco Silva recebe sete economistas, antes de ouvir partidos

LUSA
Portugal 2 min. 19.11.2015 Do nosso arquivo online
Depois da queda do Governo

Cavaco Silva recebe sete economistas, antes de ouvir partidos

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, recebe esta quinta-feira o governador do Banco de Portugal e, em audiências separadas, sete economistas, antes de ouvir os partidos com assento parlamentar, na sexta-feira. Estes encontros acontecem da queda do Governo a 10 de Novembro.

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, recebe esta quinta-feira o governador do Banco de Portugal e, em audiências separadas, sete economistas, antes de ouvir os partidos com assento parlamentar, na sexta-feira. Estes encontros acontecem da queda do Governo a 10 de Novembro.

Cavaco Silva receberá também hoje, às 18h, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, para a habitual reunião semanal.

O encontro de Cavaco Silva com o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, decorrerá às 17:15.

Depois de o XX Governo Constitucional ter sido derrubado a 10 de novembro no parlamento, através da aprovação de uma moção de rejeição por todos os partidos da oposição, Cavaco Silva ouviu, somando os encontros de hoje, 24 entidades sobre o impasse político, ultrapassando o número de personalidades ouvidas pelo seu antecessor, Jorge Sampaio (17), em 2004.

O chefe de Estado começou por ouvir, em nove audiências separadas, as confederações patronais, as associações empresariais e as centrais sindicais. Já esta semana, na quarta-feira, recebeu, em sete audiências separadas, os presidentes dos principais bancos a operar em Portugal e o presidente da Associação Portuguesa de Bancos.

Hoje, Cavaco Silva ouvirá mais sete personalidades da área económica, para além do governador do Banco de Portugal: de acordo com a agenda disponibilizada pela Presidência da República, as audiências começam às 10:00 com Vítor Bento, seguindo-se 45 minutos depois o presidente da COTEC, Daniel Bessa.

Os ex-ministros das Finanças João Salgueiro e Luís Campos e Cunha são ouvidos às 11:30 e às 12:15, respetivamente, começando a ronda da tarde às 15:00 com o anterior governante do executivo de José Sócrates, Teixeira dos Santos.

O conselheiro de Estado Bagão Félix, às 15:45, e o ex-ministro da Economia Augusto Mateus, às 16:30, encerram a ronda.

Em 2004, o ex-Presidente da República Jorge Sampaio demorou 10 dias a anunciar a sua decisão perante a crise política aberta pela demissão do então primeiro-ministro Durão Barroso, tempo em que ouviu 17 personalidades da vida pública e o Conselho de Estado.

A ‘lista' de personalidades chamadas a Belém por Jorge Sampaio incluiu ex-primeiros-ministros e ex-Presidentes da República, constitucionalistas, políticos de esquerda e de direita, além do agora chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva.

Há 11 anos, o então Presidente da República não ouviu os parceiros sociais, mas optou por chamar a Belém 17 personalidades da vida pública, depois de confrontado com a demissão do então primeiro-ministro Durão Barroso, anunciada a 29 de junho e formalizada a 5 de julho.

Na altura, as hipóteses que se colocavam a Jorge Sampaio eram a convocação de eleições antecipadas ou encontrar uma solução de continuidade dando possibilidade à maioria parlamentar existente - PSD/CDS-PP - de formar um novo Governo liderado por Pedro Santana Lopes, acabando por optar por esta segunda hipótese a 09 de julho.

No entanto, poucos meses depois, a 10 de dezembro, Jorge Sampaio anunciou ao país a decisão de dissolver o parlamento, devido à existência de “uma grave crise de credibilidade do Governo”. Dois meses depois, a 20 de fevereiro de 2005, realizaram-se eleições antecipadas, das quais resultaria a primeira e única maioria absoluta socialista.


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