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Casos em lares representam um terço do total de mortes por covid-19 em Portugal
Portugal 2 min. 13.11.2020

Casos em lares representam um terço do total de mortes por covid-19 em Portugal

Casos em lares representam um terço do total de mortes por covid-19 em Portugal

Foto: LUSA
Portugal 2 min. 13.11.2020

Casos em lares representam um terço do total de mortes por covid-19 em Portugal

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Em 3.250 mortes associadas ao novo coronavírus, desde o início da pandemia, 1090 foram de pessoas que viviam em estruturas residenciais para idosos.

As mortes em estruturas residências para idosos representam pouco mais de um terço (cerca de 33%) do total de óbitos por covid-19, em Portugal. 

De acordo com a Ministra da Saúde, Marta Temido, desde o início da pandemia, "registaram-se 1090 óbitos em pessoas cujo domicílio era numa estrutura residencial para idosos", num universo total de 3.250 mortes por covid-19, segundo os dados do boletim desta sexta-feira.

"Daqui decorre a grande preocupação que continuamos a ter com estas estruturas residenciais e com a incidência da doença nas pessoas que têm mais de 80 anos", referiu a ministra, em conferência de imprensa, lembrando que toda a sociedade deve ter preocupação com os mais velhos e vulneráveis, não só os profissionais que com eles contactam (da saúde e cuidadores dos lares), mas também os familiares que os visitam, independentemente do sítio onde esses idosos vivam, ou com quem co-habitam, se for o caso.


Portugal com 6.653 novos casos e 69 mortes por covid-19 registados nas últimas 24 horas
País ultrapassou, esta sexta-feira, a barreira dos 200 mil infetados desde o início da pandemia e registou um novo máximo diário de infetados.

Ainda assim, Marta Temido insiste que ninguém se deve "considerar-se a salvo da doença". "Se é certo que a doença nos mais novos e nas pessoas relativamente saudáveis, tende a ser uma doença ligeira e sem grandes consequências imediatas para a saúde, nós não sabemos ainda quais são as consequências no médio e no longo prazo de contrair covid-19."

A ministra da Saúde afirmou ainda que apesar de o índice de transmissão efetiva de covid-19  refletir um ligeiro abrandamento, serão precisas várias semanas para que isso se reflita no alívio da pressão sobre os hospitais.

“Neste momento, o risco de transmissão efetivo da doença (RT), parece estar a abrandar ligeiramente. Está a abrandar muito lentamente e situa-se agora em 1,11." Uma variação "muito pequena", que Marta Temido considera que deve ser  lida com “muita prudência”. Por isso,  sublinha que, caso se confirme a tendência, ainda “vai demorar tempo, semanas, a sentirmos uma diminuição da procura dos hospitais e ainda mais semanas até se sentir uma diminuição da letalidade”, referiu.

Em Portugal, a taxa de incidência a sete dias é atualmente de 361,1 novos casos por 100.000 habitantes, e a 14 dias, de 655,2 novos casos pelo mesmo número de residentes.



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