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Canceladas comemorações do 10 de junho na Madeira e África do Sul
Portugal 2 min. 26.03.2020

Canceladas comemorações do 10 de junho na Madeira e África do Sul

Canceladas comemorações do 10 de junho na Madeira e África do Sul

Foto: LUSA
Portugal 2 min. 26.03.2020

Canceladas comemorações do 10 de junho na Madeira e África do Sul

Redação
Redação
Data será celebrada apenas em Lisboa, com os devidos cuidados, podendo as celebrações agora canceladas passarem para 2021. Devido à Covid-19, também o tradicional desfile do 25 de abril na capital fica sem efeito este ano, mas organização pede para portugueses cantarem 'Grândola' à janela.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, decidiu cancelar as comemorações do 10 de Junho deste ano que se iriam realizar na Madeira e na África do Sul devido à pandemia da covid-19.

A decisão foi comunicada por carta ao presidente da Assembleia da República, ao primeiro-ministro e às autoridades da Madeira e confirmada, pelo próprio chefe de Estado ao início desta tarde, no Palácio de Belém, em Lisboa.

"Considerando as circunstâncias atuais de pandemia covid-19, cujos efeitos se vão ainda estender por largas semanas, vejo-me constrangido a decidir a anulação das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas que estavam previstas no mês de junho para o Funchal e junto das comunidades portuguesas na África do Sul", refere a carta enviada por Marcelo e citada pela Lusa.

Apesar de não saírem de Portugal continental, as comemorações mantêm-se.

Em Belém, o Presidente da República afirmou que o 10 de Junho será celebrado em Lisboa, com os devidos cuidados, podendo as celebrações canceladas na Madeira e África do Sul passarem para 2021.  

  "Portanto, haverá a celebração do 10 de Junho em Lisboa, mas com os cuidados impostos pelas circunstâncias. Espero que possa haver o 10 de Junho na Madeira e na África do Sul no ano que vem", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, depois de explicar as questões que levaram ao cancelamento na Madeira e na África do Sul, apesar de ainda estarmos em março.

Além da organização e da preparação dos eventos, que teriam de começar agora, essas comemorações implicariam "a movimentação de centenas de militares e centenas de civis do continente para a Madeira e a presença de milhares de nossos compatriotas madeirenses", referiu, salientando, por outro lado, que a África do Sul "está neste momento a viver um regime muito restritivo" devido à pandemia da covid-19 e que as comemorações nesse país implicariam também "um conjunto de deslocações" e "grandes aglomerações".  

Desfile do 25 de Abril cancelado, mas “Grândola” deve ser cantada

O tradicional desfile comemorativo do 25 de Abril, que se realiza todos os anos na Avenida da Liberdade, em Lisboa, também foi cancelado devido à pandemia de Covid-19. Acontecendo o mesmo com as concentrações previstas para essa altura, noutras cidades.

Como alternativa, e para não deixar de assinalar a data, a Associação 25 de Abril desafia as pessoas a que, mesmo em casa, vão à janela cantar o tema de Zeca Afonso, "Grândola".

Vasco Lourenço, presidente da Associação 25 de Abril, pediu que, às 15h do dia 25 de abril, hora a que começaria o desfile em Lisboa e noutras cidades, rádios e televisões "passem" a canção que foi uma das senhas do Movimento das Forças Armadas (MFA) em abril de 1974, e às pessoas, que estão em casa devido à pandemia, que "venham às janelas, às varandas cantar a 'Grândola Vila Morena'".

A ideia, adiantou, é não parar atividades que "não podem ser suspensas, nomeadamente os cuidados de saúde" nesta fase de pandemia.

"As outras pessoas que mostrem que queremos um país livre, democrático, solidário, como é necessário nesta altura", afirmou Vasco Lourenço.

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