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Buzina de navio não deixa Lisboa dormir há várias noites
Portugal 2 min. 03.01.2020

Buzina de navio não deixa Lisboa dormir há várias noites

Buzina de navio não deixa Lisboa dormir há várias noites

Portugal 2 min. 03.01.2020

Buzina de navio não deixa Lisboa dormir há várias noites

Durante a noite, quando há nevoeiro, um navio de carga fundeado no Rio Tejo aciona a sirene para evitar abalroamentos. As queixas sucedem-se.

Tem sido assim nas noites com nevoeiro, por vezes, de “três em três minutos”, queixam-se os lisboetas que residem nas zonas próximas do rio, nas redes sociais, que não têm pregado olho. Tudo por causa da sirene que toca no navio de carga Western Miami fundeado no Mar da Palha, no Tejo desde o dia 28 de dezembro.

 Penha de França, Graça, Santa Apolónia, e até Saldanha e Estefânia, além de outras zonas, têm sido acordadas com a poderosa buzina deste navio de carga, “um som alto e prolongado” que a toca sempre que existe má visibilidade e há uma embarcação nas proximidades. "É a regra número 35 do Regulamento Internacional para Evitar Abalroamentos no Mar”, explica ao DN o comandante da Capitania do Porto de Lisboa, João Coelho Gil. E acrescenta: se as condições climatéricas se mantiverem, o navio “até pode soar a sirene a semana inteira”.

"Segunda noite consecutiva que ouço em Arroios, 3 buzinas de minuto a minuto, hoje comecei a ouvir às 4h. Já liguei para 4 sítios diferentes entre polícia e portos e a culpa não é de ninguém.", queixava-se uma moradora no Twitter, há duas noites.

O Western Miami tem bandeira das Filipinas e está fundeado no Mar da Palha, no rio Tejo, desde o passado dia 28 de dezembro, para se abastecer de combustível, alimentos e águas. Ainda não se sabe a data da partida, mas está previsto que chegue ao Texas a 21 de janeiro.

 Bloco de Esquerda questiona Medina

Por causa das queixas que invadem as redes sociais o Bloco de Esquerda citado pelo Diário de Notícias já questionou o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina sobre a poluição sonora deste navio, através de um requerimento.

"Em causa está o bem-estar dos lisboetas que vivem mais próximo da frente ribeirinha existindo relatos de pessoas acordadas já na zona da Estefânia”, indica este partido, em comunicado.

Para o Bloco, está em causa "a violação dos níveis de ruído ambiente exterior estabelecidos no Plano de Ação do Ruído da Câmara de Lisboa. Estes estão limitados a 65 decibéis, durante o dia, e 55 decibéis para o período noturno, entre as 23h e as 7h00".

Ainda ontem, dia 2, o Contacto noticiou que Portugal, em quarto lugar, e Luxemburgo, em 9º, eram dois países da União Europeia, em que os residentes mais se queixavam dos barulhos dos vizinhos e da rua, segundo um novo estudo do Eurostat.

Ora por estes dias, os lisboetas têm razão para se queixarem do ruído do exterior, um som alto vindo do rio Tejo que lhes tem tirado o sono.

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