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Bloco: “Seria uma irresponsabilidade se Governo não quisesse um acordo para o orçamento”
Portugal 2 min. 24.10.2021
OE2022

Bloco: “Seria uma irresponsabilidade se Governo não quisesse um acordo para o orçamento”

Catarina Martins deu este domingo uma conferência de imprensa na sede do BE, em Lisboa.
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Bloco: “Seria uma irresponsabilidade se Governo não quisesse um acordo para o orçamento”

Catarina Martins deu este domingo uma conferência de imprensa na sede do BE, em Lisboa.
Foto: Lusa
Portugal 2 min. 24.10.2021
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Bloco: “Seria uma irresponsabilidade se Governo não quisesse um acordo para o orçamento”

Lusa
Lusa
A coordenadora do BE, Catarina Martins, considerou este domingo que “seria uma irresponsabilidade se o Governo não quisesse um acordo para o Orçamento do Estado”, defendendo que falar de eleições é “uma boa forma” de não se discutir este documento.

Catarina Martins deu este domingo uma conferência de imprensa na sede do BE, em Lisboa, no final da reunião da Mesa Nacional do partido que discutiu o Orçamento do Estado para 2022 (OE2022), na qual anunciou que o partido manterá o voto contra se, até quarta-feira, data da votação na generalidade, o Governo “insistir em impor recusas”.


Catarina Martins deu uma conferência na qual fez uma avaliação negativa da proposta entregue pelo Governo, bem como do curso das negociações.
Portugal. BE votará contra OE2022 se Governo “insistir em impor recusas”
Catarina Martins deu uma conferência na qual fez uma avaliação negativa da proposta entregue pelo Governo, bem como do curso das negociações.

“Seria uma irresponsabilidade se o Governo não quisesse um acordo para o Orçamento do Estado”, defendeu, na fase das perguntas dos jornalistas, referindo que o “país tem uma enorme expectativa de poder ter uma recuperação económica que chegue aonde não se chegou na legislatura de 2015-2019”.

Na perspetiva da líder bloquista, “não há no Bloco de Esquerda nada de chantagem”, mas “tudo de disponibilidade e de determinação”, enfatizando que o partido conhece o seu mandato e que este passa por “defender salários, pensões, o acesso à saúde, uma economia mais justa”.

Questionada sobre os riscos de uma crise política se o país fosse para eleições legislativas antecipadas em caso de chumbo do OE2022, Catarina Martins foi perentória: “falar de eleições é uma boa forma de não falarmos do Orçamento do Estado”.

“Nunca houve em Portugal eleições provocadas por causa de um Orçamento do Estado o que eu acho que dá um bom indicador que, havendo vontade, o Orçamento do Estado não tem de ser um problema pode ser uma solução. É preciso é que o Governo tenha essa vontade”, defendeu.

De acordo com a líder bloquista, o BE sinalizou a sua “disponibilidade ao Governo” para continuar a negociar.

“Se o Governo entender que quer negociar com o Bloco de Esquerda, sinalizará o mesmo”, respondeu, quando questionada sobre se há novas reuniões marcadas com o Governo até à votação do OE2022 na generalidade.

Catarina Martins explicou que “a direção do Bloco de Esquerda reuniu-se hoje e, face à proposta em concreto do Orçamento do Estado e à inexistência de avanços negociais, a única decisão pode ser o voto contra”.

“Mas como o Bloco de Esquerda sabe como é fundamental a disponibilidade para encontrar alternativas, mandatou a Comissão Política para o caso do PS e do Governo estarem disponíveis para soluções pelos salários, pelas pensões, pelo SNS, no âmbito estrito das propostas que temos feito, sem querer criar mais ruído, haver uma eventual alteração desta posição”, adiantou.

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