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Atropelamento mortal. Arquivado processo contra o ex-ministro Eduardo Cabrita
Portugal 11.05.2022
Justiça

Atropelamento mortal. Arquivado processo contra o ex-ministro Eduardo Cabrita

O antigo ministro da Administração Interna Eduardo Cabrita.
Justiça

Atropelamento mortal. Arquivado processo contra o ex-ministro Eduardo Cabrita

O antigo ministro da Administração Interna Eduardo Cabrita.
Foto: LUSA
Portugal 11.05.2022
Justiça

Atropelamento mortal. Arquivado processo contra o ex-ministro Eduardo Cabrita

Lusa
Lusa
Magistrada manteve a acusação contra o antigo motorista Marco Pontes, acusado de um crime de homicídio por negligência.

O Ministério Público (MP) arquivou o processo contra o ex-ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, ao não deduzir acusação pelo atropelamento mortal, em 2021, de um trabalhador na A6, perto de Évora.

Fonte ligada ao processo confirmou à Lusa o arquivamento decidido pelo MP em relação ao antigo governante e ao seu chefe de segurança, Nuno Dias, mas a magistrada Catarina Silva manteve a acusação contra o antigo motorista Marco Pontes, acusado de um crime de homicídio por negligência.


O ex-ministro da Administração Interna portuguesa, Eduardo Cabrita.
Chefe de segurança de ex-ministro Eduardo Cabrita constituído arguido
O chefe de segurança da comitiva do ex-ministro da Administração Interna Eduardo Cabrita foi constituído e interrogado como arguido no caso do atropelamento mortal na A6.

Em 18 de junho de 2021, a viatura oficial em que seguia Eduardo Cabrita atropelou mortalmente Nuno Santos, trabalhador que fazia manutenção da Autoestrada 6 (A6), ao quilómetro 77,6 da via, no sentido Estremoz-Évora.

Inicialmente, o MP só tinha deduzido acusação contra o motorista que conduzia a viatura oficial em que seguia o então governante, mas a Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados, que se constituiu assistente no processo, considerou após consultas dos autos que havia provas suficientes para responsabilizar o antigo ministro por um crime de homicídio por negligência.

Face à solicitação da associação, o Ministério Público decidiu reabrir o caso e ordenou à procuradora titular do inquérito que constituísse como arguidos Eduardo Cabrita e o respetivo chefe de segurança pessoal.

O chefe de segurança da comitiva do ex-ministro da Administração Interna, Nuno Dias, foi constituído e interrogado como arguido em fevereiro deste ano nas instalações do DIAP de Évora.


Uma dor maior do que a vida
Marta Azinhaga, a viúva de Nuno Santos, que perdeu a vida na A6 no passado dia 18 de Junho, atropelado pela viatura do ministro Eduardo Cabrita, ainda não saiu do pesadelo. À família ainda não foi concedido um desfecho para a morte de Nuno. Não querem culpados, querem justiça. Para que possam fazer o seu luto.

Em 03 de dezembro de 2021, o MP acusou Marco Pontes, motorista de Eduardo Cabrita, de homicídio por negligência, tendo, nesse mesmo dia, o então ministro da Administração Interna apresentado a sua demissão do cargo.


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