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Anti-fascistas e nazis manifestam-se em Lisboa
Portugal 4 2 min. 10.08.2019

Anti-fascistas e nazis manifestam-se em Lisboa

Anti-fascistas e nazis manifestam-se em Lisboa

LUSA
Portugal 4 2 min. 10.08.2019

Anti-fascistas e nazis manifestam-se em Lisboa

Milhares de pessoas marcharam na baixa da capital portuguesa contra um encontro de organizações nazis que se realizou num hotel da cidade.

A manifestação anti-fascista convocada para protestar contra a reunião de organizações nazis europeias em Portugal teve a participação de centenas de pessoas - 400 segundo a PSP e duas mil segundo os organizadores.

A concentração, planeada por 65 organizações antifascistas nacionais e estrangeiras, fez-se na Praça Luís de Camões, por volta das 14h30, mas a manifestação começou algum tempo antes, no Largo do Rossio, pelas 13:00, sendo que entre um sítio e outro estiveram presentes mais de duas mil pessoas, segundo a organização.

 A ideia da contramanifestação nasceu no núcleo de Braga e do Porto da Frente Unitária Antifascista, que produziu um manifesto assinado por dezenas de associações nacionais e internacionais; também foi lançada uma petição a apelar aos partidos que não ficassem calados, à qual responderam o Bloco de Esquerda, o Livre e o PAN, que se associaram ao protesto, além do PCP que condenou o encontro das organizações fascistas.  

 Na Praça Luís de Camões, ouviram-se palavras de ordem contra o líder do movimento de extrema-direita Nova Ordem Social, Mário Machado, contra o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, ao mesmo tempo que eram visíveis cartazes com frases como “25 de Abril Sempre! Fascismo Nunca Mais!”, “Não Passarão” ou “Os imigrantes ficam, saiam vocês”. 

Já na reunião de extrema-direita, no Hotel Sana, estiveram cerca de 70 pessoas, segundo o Público, numa sala com lotação para 220 pessoas.

Promoveu o encontro o líder do movimento Nova Ordem Social, Mário Machado, que já esteve preso por vários crimes, implicado nas agressões que levaram a o assassinato de um imigrante, Alcino Monteiro, em Lisboa e com prática de crimes relacionados com discriminação racial, coacção agravada, detenção de arma ilegal, ameaça, dano e ofensa à integridade física qualificada.

A conferência contou com a participação de ativistas da extrema-direita fascista europeia. Alguns , como a oradora italiana Francesca Rizzi, não o escondiam o que pretendiam, exibindo nas costas uma tatuagem com uma águia e uma suástica. "Depois de um longo discurso contra os homossexuais, contra a ideia da “raça mista”, contra os imigrantes, contra os judeus, e pela defesa da “raça ariana”, levantou-se e fez a saudação nazi, dizendo “sieg heil”. Houve quem repetisse o gesto", relata o jornalista do Público que assistiu à reunião.  

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