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António Costa agradece aos voluntários que ajudaram nestas eleições
Portugal 3 min. 24.01.2021

António Costa agradece aos voluntários que ajudaram nestas eleições

António Costa agradece aos voluntários que ajudaram nestas eleições

foto: AFP
Portugal 3 min. 24.01.2021

António Costa agradece aos voluntários que ajudaram nestas eleições

Lusa
Lusa
O primeiro-ministro apelou ao voto apesar de demorar "mais um bocadinho".

O primeiro-ministro, António Costa, apelou hoje ao voto, apesar de “demorar um bocadinho mais” por causa da pandemia, e agradeceu às pessoas que “estão a sacrificar o seu domingo” para assegurar o funcionamento do ato eleitoral.

“Queria agradecer, muito em particular, aos milhares de pessoas que estão a sacrificar o seu domingo para estarem nas mesas de voto, para assegurarem o normal funcionamento deste ato eleitoral”, disse António Costa, pouco depois de votar para as eleições presidenciais, nas Escola Básica Jorge Barradas, em Benfica, concelho de Lisboa.

O chefe do Governo recordou que “hoje demora um bocadinho mais tempo a votar”, no entanto, é apenas de cinco em cinco anos – no caso das eleições para a Presidência da República – que os cidadãos têm a “honra de poder votar para escolher quem é a pessoa que será a Presidente ou o Presidente dos portugueses”.


Presidenciais. Até às 16h votaram 35,44% dos eleitores
Para as eleições presidenciais deste domingo, 24 de janeiro, estão inscritos 10.865.010 eleitores, mais 1.208.536 do que nas eleições presidenciais de 2016.

“É o nosso dever participar e que, de novo, apelar a todos para que participem”, completou.

António Costa votou pelas 12:45 e demorou cerca de 30 minutos até conseguir exercer o direito de voto na secção 13.

Questionado pelos jornalistas sobre se receia que as filas, como a que se verificou na Escola Básica Jorge Barradas e na qual Costa também aguardou, possam dissuadir os eleitores, o líder do executivo socialista recordou que as eleições não ocorrem todos os dias: “obviamente, para mantermos as normas de segurança e distanciamento levamos mais tempo”.

“Estas eleições não vão ser comparáveis a nenhumas outras. Primeiro pela situação de pandemia, porque, naturalmente, desde logo, as pessoas que estão confinadas e que ficaram confinadas depois do limite do prazo para poderem fazer o voto antecipado, pura e simplesmente, não vão poder votar. Há pessoas que não vêm votar por receio” associado à covid-19, explicitou.

O primeiro-ministro acrescentou que como foi alterado “substancialmente o universo de eleitores no estrangeiro, de portugueses residentes” fora de Portugal, por causa do recenseamento automático, “só isso faria sempre aumentar a chamada abstenção técnica”.

Por isso, “comparações entre a abstenção desta eleição” e a de anteriores “não faz qualquer sentido, portanto, quem quer que venha a ser eleito em nada terá a sua legitimidade minimamente diminuída”.

Contudo, é a “representação” dos portugueses que “fica diminuída”, já que “se não escolhermos não nos podemos queixar da escolha dos outros”.


Pandemia não demove Maria Alice, de 82 anos, de votar. "Venho sempre, nunca falho"
A freguesia do Parque das Nações, em Lisboa, não foi exceção ao resto do país e registou uma elevada afluência às urnas nestas eleições presidenciais, realizadas no pico da pandemia de covid-19.

António Costa acrescentou que “convém não esquecer que muitos lutaram para instalar a República” e para permitir que “o voto para a escolha do Presidente da República fosse um voto livre, democrático, diretamente escolhido pelos cidadãos”, advogando que é também daí que vem “a força do próprio Presidente da República” e “a sua legitimação”.

Interpelado também sobre se receia um aumento do número infeções pelo SARS-CoV-2 por causa das eleições, o primeiro-ministro respondeu que “estão a ser asseguradas” as regras de distanciamento físico, de higienização, de utilização de equipamentos de proteção individual, apesar do “momento gravíssimo da pandemia”.

Portugal elege hoje o 20.º Presidente da República e o sexto em democracia. Para o sufrágio estão inscritos 10.865.010 eleitores, mais 1.208.536 do que nas eleições presidenciais de 2016.

Os sete candidatos aparecem no boletim de voto pela seguinte ordem: Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP), Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

As assembleias de voto para as eleições presidenciais abriram às 08:00 em Portugal Continental e na Madeira, encerrando às 19:00. Nos Açores abriram e encerram uma hora mais tarde devido à diferença horária.

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