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António Costa afasta demissão caso se repitam grandes incêndios
Portugal 28.03.2018 Do nosso arquivo online

António Costa afasta demissão caso se repitam grandes incêndios

António Costa afasta demissão caso se repitam grandes incêndios

Foto: Chris Karaba
Portugal 28.03.2018 Do nosso arquivo online

António Costa afasta demissão caso se repitam grandes incêndios

Em entrevista à Visão, o primeiro-ministro rejeitou ainda qualquer ideia de um Bloco Central e atirou para 2020 a resposta à pergunta acerca de um eventual apoio à recandidatura de Marcelo à Presidência.

"Quando há um problema, a solução não é demitirmo-nos, é estarmos prontos para o resolver. É isso que temos feito e é isso que vamos continuar a fazer", respondeu o primeiro-ministro António Costa, à pergunta colocada pela revista Visão sobre a possibilidade de se demitir caso se repitam grandes incêndios no próximo verão.

Na entrevista concedida à Visão, Costa afastou ainda a possibilidade de formar um Governo de Bloco Central com o PSD. "Temos de distinguir o que são soluções de Governo e sempre achei que soluções tipo Bloco Central são negativas para a democracia, porque a empobrecem, diminuem a escolha que os eleitores têm para procurar caminhos alternativos", afirmou. Mas deixou um elogio implícito à nova liderança dos sociais-democratas, protagonizada por Rui Rio: "Está manifestamente a incomodar grande parte do PSD e da chamada direita inorgânica", considerou.

Desvalorizando as críticas do PCP ao Governo, o chefe do Executivo deixou para 2020 a resposta à hipótese de o PS apoiar Marcelo Rebelo de Sousa numa eventual recandidatura à Presidência da República em 2021: "Para já, é preciso saber se é candidato presidencial, visto que ele próprio já disse publicamente que ainda não tomou a decisão sobre essa matéria. O PS sempre teve como tradição apoiar candidatos e não propor candidatos. Portanto, aguardemos para ver quem são os candidatos em 2021", respondeu.

Costa afirmou compreender a pressão exercida para levar o caso para Angola e os protestos das autoridades angolanas acerca da intenção da Justiça portuguesa de julgar em Portugal o ex-vice-presidente Manuel Vicente - "Se num Estado estrangeiro fosse levantado um processo-crime contra o Presidente da República, contra o primeiro-ministro ou contra deputados, muito provavelmente Portugal também diligenciaria no sentido de preservar as imunidades de que essas entidades gozam no nosso país", indicou -, recusou que haja politização da Justiça portuguesa e, sobre os casos que envolvem o Benfica, foi taxativo: "Num Estado de Direito, ninguém está acima da lei".

Falando sobre o Conselho de Finanças Públicas, o líder do Executivo disse à Visão: "Ganhou nova confiança na estratégia que temos vindo a adotar. Significa que água mole em pedra dura tanto dá até que fura. Os factos impuseram-se aos preconceitos".

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