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Amadora. Governo ordena investigação ao caso de alegada violência policial
Portugal 22.01.2020

Amadora. Governo ordena investigação ao caso de alegada violência policial

Amadora. Governo ordena investigação ao caso de alegada violência policial

Foto: Lusa
Portugal 22.01.2020

Amadora. Governo ordena investigação ao caso de alegada violência policial

Bruno Amaral de Carvalho
Bruno Amaral de Carvalho
Em causa está a atuação violenta de um agente da PSP na Amadora durante a detenção de Cláudia Simões.

O governo ordenou através do Ministério da Administração Interna a abertura de um inquérito ao caso da detenção de Cláudia Simões com recurso à força na Amadora. A Inspeção Geral da Administração Interna (IGAI) vai agora proceder a uma investigação para “apuramento dos factos relacionados com a atuação policial ocorrida domingo, na Amadora, após o pedido de intervenção do motorista de um autocarro de passageiros.

A mulher terá sido agredida por um polícia durante a detenção e apresentou queixa contra o agente. Ao Contacto, Cláudia Simões explicou que tudo começou porque a filha de oito anos se esqueceu do passe em casa. Apesar de ser uma formalidade necessária, uma vez que as crianças até aos 12 anos não precisam de carregar este título mensal, o motorista chamou um polícia que acabou por proceder à detenção da mulher de nacionalidade portuguesa e angolana.


Cláudia Simões ouvida em tribunal pelo Ministério Público
No caso da mulher que foi espancada pela polícia porque a filha de oito anos se esqueceu do passe, Cláudia Simões descreveu esta manhã ao Ministério Público o que viveu na noite de domingo.

Cláudia Simões acabou no Hospital Amadora-Sintra com vários ferimentos no rosto, fruto de ter sido esmurrada na viatura da PSP enquanto estava algemada, de acordo com a própria em declarações ao Contacto. Também o agente teve de ser observado. 

Após serem presentes a um juiz de instrução criminal, a mulher ficou indiciada do crime de resistência e coação sobre o agente da autoridade, enquanto o polícia envolvido não foi constituído arguido, adiantou fonte da Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP).


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