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Alentejo. Prisão preventiva para 31 dos 35 suspeitos de tráfico de pessoas
Portugal 26.11.2022
Escravatura moderna

Alentejo. Prisão preventiva para 31 dos 35 suspeitos de tráfico de pessoas

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Alentejo. Prisão preventiva para 31 dos 35 suspeitos de tráfico de pessoas

Foto de arquivo: Lusa
Portugal 26.11.2022
Escravatura moderna

Alentejo. Prisão preventiva para 31 dos 35 suspeitos de tráfico de pessoas

Lusa
Lusa
O principal fundamento do juiz para a medida de coação é “o perigo de fuga".

Trinta e um dos 35 arguidos pertencentes a uma rede criminosa que contratava trabalhadores estrangeiros para agricultura no Baixo Alentejo ficaram, este sábado, em prisão preventiva, segundo o despacho do Tribunal Central de Instrução Criminal.

Segundo o despacho, a que Lusa teve acesso, o juiz Carlos Alexandre determinou a prisão preventiva para 31 arguidos, oito dos quais com possibilidade de ficar em prisão domiciliária com pulseira eletrónica, caso o relatório da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, que vai avaliar as condições pessoais e sociais, seja favorável.

O principal fundamento do juiz para a prisão preventiva é “o perigo de fuga".

Os restantes quatro arguidos, todos portugueses, saem em liberdade com Termo Identidade e Residência (TIR), proibição de contactos e apresentações periódicas diárias às autoridades.


A PJ realizou hoje 65 buscas domiciliárias e não-domiciliárias que culminaram na detenção de 35 pessoas, maioritariamente homens.
Megaoperação da PJ. Detidas 35 pessoas que escravizavam migrantes no Alentejo
Rede criminosa contratava trabalhadores estrangeiros para agricultura no Baixo Alentejo. Era fformada por estrangeiros, nomeadamente famílias romenas, e alguns portugueses que lhes davam apoio.

Investigação começou há cerca de um ano

Os 35 arguidos, “fortemente indiciados” por associação criminosa, tráfico de pessoas, branqueamento de capitais e falsificação de documentos, entre outros crimes, foram detidos na quarta-feira pela Polícia Judiciária.

A rede era formada por estrangeiros, nomeadamente famílias romenas, e alguns portugueses que lhes davam apoio.

Esta investigação da PJ começou há cerca de um ano e teve como foco a angariação por aquela rede criminosa de trabalhadores estrangeiros com a promessa de emprego e habitação digno.

Pedro Proença, advogado de três arguidos, disse à Lusa que a procuradora do Ministério Público deu conta que a investigação ainda não terminou e que “nos próximos dias poderá haver mais detenções”.

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