Açores: Arrancaram comemorações do 10 de junho
Em Ponta Delgada (ilha de São Miguel, Açores) desde sexta-feira, o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, cumpriu a meio da manhã o primeiro ponto da agenda das comemorações oficias do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, com a cerimónia do içar da bandeira nacional, nas Portas da Cidade.
Depois de passar pelas Portas do Sol, onde está instalada uma zona com “atividades militares complementares”, Marcelo Rebelo de Sousa seguiu para os Paços do Concelho para receber do presidente da autarquia de Ponta Delgada, José Manuel Bolieiro, a “chave de honra do município”.
Já ao final da tarde, o Presidente da República esteve no Palácio de Sant’Ana para a apresentação de cumprimentos pelo corpo diplomático acreditado em Portugal, seguindo-se uma receção comemorativa do 10 de Junho, oferecida pelo presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, e onde já estará presente o primeiro-ministro, António Costa.
Juntos, Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa assistirão, já à noite, a um concerto na igreja paroquial de São José e a um espetáculo de fogo de artifício, os dois últimos pontos da agenda das comemorações oficiais do 10 de Junho, que só vão terminar na segunda-feira, nos Estados Unidos, com passagens por Boston e Providence.
Em 2016, ano em que tomou posse como chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa lançou um modelo inédito de comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, acertado com o primeiro-ministro em que as celebrações começam em território nacional e se estendem a um país estrangeiro com comunidades emigrantes portuguesas.
Nesse ano, o Dia de Portugal foi celebrado em Lisboa e Paris e, em 2017, no Porto e nas cidades brasileiras do Rio de Janeiro e São Paulo.
Este ano cabe aos Açores, mais concretamente a Ponta Delgada, receber a primeira parte das comemorações, viajando depois o Presidente da República e o chefe do executivo para os Estados Unidos, país onde vivem cerca de 1,4 milhões de portugueses e lusodescendentes, estimando-se que 70% sejam de origem açoriana.
Contudo, será ainda em Ponta Delgada, no domingo, que se fará a tradicional Cerimónia Militar Comemorativa do Dia de Portugal, que contará com a participação de mais de mil militares dos três ramos das Forças Armadas.
Ausentes desta cerimónia estarão este ano os líderes partidários, à exceção do presidente do PS, o açoriano Carlos César.
O presidente do PSD, Rui Rio, estará na Guiné-Bissau, a líder do CDS-PP, Assunção Cristas, em Paris (França), a coordenadora do BE, Catarina Martins, em Lisboa, e o secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, passará o dia no Alentejo.
A Ponta Delgada, em representação do PSD irá Paulo Mota Pinto, presidente do Conselho Nacional do partido, pelo CDS-PP estará o deputado Telmo Correia, enquanto os comunistas escolheram Vítor Silva, coordenador regional do PCP/Açores. O BE não estará representado nas cerimónias oficiais do 10 de Junho, como é habitual.
Marcelo incentiva jovens a aderirem às Forças Armadas
O Presidente da República destacou hoje a importância das exposições de atividades militares no 10 de junho para incentivar os jovens a juntarem-se às Forças Armadas e para dar a conhecer o seu papel à população em geral.
“Esta mostra das capacidades das nossas Forças Armadas é muito impressionante e muito acessível, muito clara e, por isso, muito popular, no sentido de que as crianças, os jovens e mesmo os mais velhos têm acesso aos equipamentos, podem tocar, podem ver, podem compreender e, nesse sentido, os mais novos, espero, também possam ser seduzidos”, adiantou.
Marcelo Rebelo de Sousa falava, em declarações aos jornalistas, no percurso que fez entre as Portas da Cidade e as Portas do Mar, em Ponta Delgada, nas comemorações do Dia de Portugal, em que visitou exposições, entrou em veículos e assistiu a demonstrações dos diferentes ramos das Forças Armadas.
Depois de participar na cerimónia de içar da bandeira nacional, nas Portas da Cidade, Marcelo Rebelo de Sousa atravessou a marginal de Ponta Delgada até às Portas do Mar, durante mais de uma hora, parando para ouvir explicações dos militares e para conversar com a população.
O presidente dos “afetos” distribuiu beijos e tirou fotografias com açorianos, emigrantes, visitantes e até uma antiga aluna de ciência política, mas deu atenção, sobretudo, aos mais novos.
"Não adoravas um dia mais tarde poder pilotar? Então pensa nisso", disse a uma criança, que experimentava um dos equipamentos militares em exposição.
“É pedagogia, mas ao mesmo tempo conquista e, no fundo, explicar como é importante virem a fazer uma opção vocacional, que eu vejo cada vez mais frequente, mas que ainda fica aquém do que desejaríamos”, explicou, em declarações aos jornalistas.
Ainda a meio da visita às diferentes mostras, já Marcelo Rebelo de Sousa distribuía elogios aos vários ramos das Forças Armadas, que este ano tiveram de deslocar mais de 1.000 militares e meios físicos para a ilha de São Miguel, nos Açores.
“Ultrapassou as minhas expectativas. É realmente muito bom”, frisou.
“Este ano, as atividades complementares superaram tudo, em termos pedagógicos, em termos de participação de pessoas e em termos de entusiasmo nessa participação”, reforçou, minutos mais tarde.
Num passeio entre exposições, à beira-mar, o Presidente da República cruzou-se com banhistas e prometeu acompanhá-los num mergulho, depois do almoço.
“De cada vez que cá venho nado. Vir aos Açores e não nadar é como ir a Roma e não ir à Catedral de São Pedro”, sublinhou.
As comemorações do Dia de Portugal, com a participação do Presidente da República e do primeiro-ministro, decorrem este ano entre Ponta Delgada, nos Açores, Boston e Providence, nos Estados Unidos.
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